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Interlocutores do Planalto afirmam que o crime poderá ser enquadrado na Lei de Segurança Nacional; presidente minimizou a gravidade do caso

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Divulgação
Jair Bolsonaro também foi vítima de ataques hackers

Após a Polícia Federal concluir, nesta quinta-feira (25), que os celulares do presidente Jair Bolsonaro  também foram alvos de ataques hackers, o caso poderá ser enquadrado como terrorismo. A informação foi confirmada por interlocutores do Planalto a revista Veja .

Nesta manhã, o Ministério da Justiça informou, através de nota oficial, que celulares utilizados por Bolsonaro também foram invadidos pelos hackers que vitimaram os ministros Sergio Moro , Paulo Guedes e outras autoridades. “Por questão de segurança nacional, o fato foi devidamente comunicado ao presidente da República”, diz o documento.

Em sua conta do Twitter, Bolsonaro comentou o caso e afirmou que nunca tratou de temas sensíveis ou de segurança nacional pelo celular. "Por questão de segurança nacional, fui informado pela Polícia Federal e @JusticaGovBR de que meus celulares foram invadidos pela quadrilha presa na terça, 23. Um tentado grave contra o Brasil e suas instituições. Que sejam duramente punidos! O Brasil não é mais terra sem lei", escreveu. 

Interlocutores do Planalto , no entanto, afirmaram que as invasões poderão ser enquadradas na Lei de Segurança Nacional como uma ação terrorista contra o presidente. 

Leia também: GSI alertou Bolsonaro e ministros sobre riscos em celulares não criptografados

Quatro suspeitos de integrarem uma quadrilha supostamente responsável pelas invasões  foram presos nesta terça-feira. Walter Delgatti Neto, conhecido como "Vermelho" foi o único a admitir participação no crime até agora. De acordo com a PF, cerca de mil números foram alvos dos hackers.