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Chefe do Planalto e primeiro escalão usavam aparelhos pessoais para trocar mensagens por WhatsApp; presidente também teve o celular invadido

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Isac Nóbrega/PR
Celulares de Bolsonaro também foram hackeados

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) alertava o presidente Jair Bolsonaro e seus ministros sobre os riscos de eles se comunicarem por meio de celulares pessoais não criptografados. O Ministério da Justiça informou nesta quinta-feira (25) que celulares de Bolsonaro foram alvo de hackers .

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) deixa à disposição aparelhos com tecnologia que os protegiria da ação de hackers, mas Bolsonaro e membros do primeiro escalão preferiam aparelhos comuns, com acesso a aplicativos de troca de mensagens, como WhatsApp eTelegram, para tratar até de assuntos considerados confidenciais. Dois ministros de Estado — Sergio Moro (Justiça) e Paulo Guedes (Economia) — relataram ter o celular invadido.

Na noite de 12 junho, o porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros, afirmou que agentes de segurança nas áreas física e cibernética orientavam Bolsonaro sobre como ele deveria se comportar neste ambiente digital. Segundo ele, o presidente vinha "tomando precauções" com base nestas informações.

Leia também: O que falta ser descoberto sobre invasões aos celulares de Moro, Guedes e outros

Em junho, O GLOBO mostrou que o presidente e integrantes do Executivo passariam a usar os celulares criptografados da Abin depois do vazamento de diálogos entre o então juiz federal Sergio Moro, atual ministro da Justiça, e o procurador Deltan Dallagnol. Desde a divulgação das conversas, a orientação passou a ser de redobrar a segurança.