Tamanho do texto

Ministro da Economia afirmou que o hackeamento do celular foi um 'retrocesso enorme' para a segurança no Brasil

Paulo Guedes arrow-options
Marcos Corrêa/PR
Paulo Guedes foi mais uma vítima dos ataques hacker


Um dia após ter o celular hackeado, o ministro da Economia, Paulo Guedes, classificou a ação como "um retrocesso enorme" quando estão "querendo reconstruir o país". Na tarde desta terça-feira (23), a Polícia Federal (PF)prendeu quatro pessoas acusadas de crimes cibernéticos, um deles suspeito de ter invadido o celular do ministro da Justiça, Sergio Moro.

Leia também: MP pede suspensão de eventual investigação do Coaf sobre Glenn Greenwald

"Isso é o banditismo. Isso é invasão de privacidade, isso é um retrocesso enorme, isso é o uso de coisas destrutivas. Estamos querendo reconstruir o país e tem, infelizmente, marginais, bandidos que ficam fazendo este tipo de coisa. Mas vamos para frente", disse Paulo Guedes , nesta terça-feira, após participar da cerimônia de lançamento do Programa do Novo Mercado de Gás, no Palácio do Planalto.

Por volta de 22h30 de segunda-feira (22), o telefone do ministro entrou para o aplicativo de mensagens Telegram. Depois, a assessoria de Guedes informou que o ministro teve o  celular clonado.

Leia também: Guedes e Coaf não esclarecem se Glenn Greenwald está sob investigação

Nesta terça-feira, a PF deflagrou a Operação Spoofing e cumpriu ainda sete mandados de busca em São Paulo, Araraquara e Ribeirão Preto.

As prisões ocorreram durante o curso das investigações sobre a invasão do celular de Moro e de outros ministros. Paulo Guedes foi o último atingido.. A partir de agora, a PF tentará descobrir se os presos têm alguma relação com o vazamento de conversas do procurador Deltan Dallagnol, chefe da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba. O inquérito está sendo conduzido pela Diretoria de Inteligência.