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Após tribunal militar negar pedido, defesa de Manoel Silva Rodrigues apela agora ao Supremo para ter acesso a investigação da Força Aérea Brasileira

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Reprodução/redes sociais
Sargento da Aeronáutica Manoel Silva Rodrigues já fez 29 viagens e acompanhou três presidentes

A defesa do sargento da Aeronáutica Manoel Silva Rodrigues recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir acesso às investigações contra o militar que são conduzidas pela Força Aérea Brasileira (FAB). A apuração trata do episódio que levou Manoel a ser preso, no fim do mês passado, quando ele foi  flagrado transportando 39 quilos de cocaína em avião da comitiva do presidente Jair Bolsonaro (PSL), na Espanha.

No recurso em habeas corpus, o advogado que representa o sargento alega que sua atuação está comprometida devido ao fato de ele não ter acesso aos autos, o que, segundo sua tese, "mitiga o direito de defesa constitucionalmente assegurado".

A defesa já havia feito o mesmo pedido na semana passada, ao Superior Tribunal Militar (STM), onde o ministro José Barroso Filho negou o pleito monocraticamente

Manoel Silva Rodrigues , 38 anos, está preso desde 25 de junho, em Sevilha, onde a polícia espanhola encontrou 37 pacotes de cocaína na mala do militar, que atua como comissário de bordo em voos da FAB. Ele estava em viagem com a comitiva que acompanharia o presidente Jair Bolsonaro em viagem ao Japão, onde foi realizada reunião do G20.

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De acordo com a FAB, o inquérito para apurar o episódio deve ficar pronto em até 40 dias. O resultado deve ser encaminhado ao Ministério Público Militar (MPM), que poderá, então, abrir uma denúncia-crime contra o  sargento  da Aeronáutica. Bolsonaro defendeu "punição severa" ao sargento e disse, em entrevista, que lamentava pela sua prisão não ter sido efetuada na Indonésia – onde a lei prevê a pena de morte para o tráfico internacional.