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Manoel Silva Rodrigues está sendo investigado por tráfico de drogas; o sargento da aeronáutica integrava a comitiva do presidente Jair Bolsonaro

sargento preso com 39 kg de cocaína arrow-options
Reprodução/redes sociais
Silva Rodrigues já fez 29 viagens e acompanhou três presidentes

O presidente em exercício do Superior Tribunal Militar (STM), ministro José Barroso Filho, negou pedido de habeas corpus impetrado pela defesa do segundo sargento da Aeronáutica Manoel Silva Rodrigues, preso em Sevilha, na Espanha, por transportar 39 quilos de cocaína . Ele integrava comitiva do presidente  Jair Bolsonaro .

A decisão foi dada na sexta-feira (12), mas divulgada apenas neste sábado (13). O advogado do sargento, Carlos Alexandre Klomfahs, pediu a soltura de Rodrigues sob alegação de que o sargento é vítima de "constrangimento ilegal". Ele diz que não teve acesso ao Inquérito Policial Militar (IPM) aberto pela Força Aérea Brasileira (FAB) para apurar o caso.

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Para o magistrado do STM, no entanto, "inexiste o constrangimento ilegal ventilado pela defesa". Segundo José Barroso Filho, nos documentos anexados ao pedido pelo advogado, "não consta requerimento à 2ª Auditoria da 11ª CJM para acesso aos autos, mas tão somente de que seja informado o número do IPM".

Filho acrescenta que há "e-mail da Secretaria Judiciária desta Corte informando ao advogado acerca da necessidade do seu cadastramento ao sistema e-Proc/JMU, para o acesso devido ao sistema".

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O militar, de 38 anos, foi preso em 25 de junho ao desembarcar do avião da FAB em Sevilha. A comitiva de Bolsonaro seguia para o Japão, onde o presidente participou da reunião da cúpula de líderes do G20.