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Inquérito apura supostos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa no gabinete do senador por meio de desvio de salários

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Charles Sholl/Brazil Photo Press/Agencia O Globo - 4.7.19
Senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) é alvo de investigações

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) iniciou uma nova fase nas investigações contra o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). De acordo com o jornal O Estado de São Paulo , o alvo agora são as contas eleitorais do filho do presidente.

Flávio Bolsonaro passou a ser investigado pelo Ministério Público após um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) ter indicado movimentações atípicas de R$ 1,2 milhão na conta um de seus assessores, Fabrício Queiroz, em dezembro. Desde então, um inquérito apura supostos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa no gabinete do senador, por meio do desvio de salários de funcionários. 

De acordo com o jornal, desde o fim de março o Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (Gaecc) investiga doações recebidas diretamente, via partidos, despesas de gráficas e locações de veículos. O objetivo é descobrir se o dinheiro das contas de Queiroz e de outros assessores teria sido desviado para campanhas políticas de Flávio. 

As contas do senador apontam que, em 2010, a campanha foi feita com R$ 38 mil. Já em 2014, para a campanha de reeleição como deputado, a verba utilizada aumentou para R$ 214 mil, dos quais R$ 200 mil foram repassados pelo Diretório Nacional do PP, acusado de corrupção pela Lava Jato. No entanto, a maior arrecadação do período investigado foi em 2016: R$ 871 mil.

As despesas com a impressão de santinhos, faixas e adesivos superou os R$ 200 mil, pagos pelo PSL do Rio.  Além disso, o MP também analisa as prestações de contas eleitorais do PP e do PSC, partidos pelos quais o senador disputou outras eleições.

A Justiça pretende cruzar os dados das doações de campanha com as informações obtidas por meio da quebra de sigilo do senador e de outros 92 alvos. Além do uso para campanhas eleitorais, os promotores também analisam se os recursos foram usados para enriquecimento ilícito dos envolvidos e prática de agiotagem.