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"Se alguém mexe com um filho teu, você se preocupa", afirma o presidente, que vê "superdimensionamento" do caso, devido às relações com Flávio

Caso Queiroz
Reprodução
Caso Queiroz: ex-assessor de Flávio Bolsonaro ainda não explicou movimentações bancárias apontadas pelo Coaf

Questionado sobre o seu amigo de longa data Fabrício Queiroz – que é investigado por movimentações atípicas em sua conta quando era assessor do hoje senador Flávio Bolsonaro – o presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que não descarta a ocorrência de irregularidades. No entanto, para ele, embora Queiroz tenha "que explicar isso daí", o caso é "superdimensionado" por envolver também seu filho.

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"Estou chateado porque houve depósitos na conta dele, ninguém sabia disso, e ele tem de explicar isso daí. Eu conheço o Queiroz desde 1984", afirmou Bolsonaro, em uma longa entrevista cedida à revista Veja . "Então existe essa amizade comigo, sim. Pode ter coisa errada? Pode, não estou dizendo que tem. Mas tem o superdimensionamento porque sou eu, porque é meu filho. Ninguém mais do que eu quer a solução desse caso o mais rápido possível", disse.

O presidente ainda contou sobre a sua reação ao descobrir que o Ministério Público pediu a quebra dos sigilos de Flávio Bolsonaro . Ele afirma que ficou preocupado, pois "se alguém mexe com um filho teu, não interessa se ele está certo ou está errado, você se preocupa". 

"Eu estava em casa quando estourou o primeiro momento no Jornal Nacional . Um milhão de reais para pagar um apartamento, não sei o quê. Eu estava com meu filho Eduardo em casa, e eu conversando com ele: 'Vou falar com o Flávio, perguntar o que é isso, o cara pegando dinheiro do Queiroz e pagando apartamento de R$ 1 milhão'", lembra.

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"Flávio pagou um título bancário de R$ 1 milhão à Caixa Econômica. Ele quitou um financiamento com o banco depois de ter transferido os débitos que tinha com a construtora para a Caixa. Os documentos estão registrados em cartório", defende o pai do senador. "Pô, o cara era deputado, a esposa dele é dentista, tem uma renda, e a Caixa queria comprar a dívida dele. Consequentemente, ele assume a dívida não mais com a construtora, mas com a Caixa, pagando um pouquinho menos. Assim foi feito. Ponto-final", conclui.

Sobre os depósitos suspeitos que estão sendo investigados, Bolsonaro devolveu o problema a Queiroz. "Um relatório do Coaf diz que, entre junho e julho de 2017, foram identificados 48 depósitos, de 2 mil reais cada um, na conta do Flávio. O valor de 2 mil é o máximo permitido para depósitos em envelope no terminal de autoatendimento da Assembleia Legislativa do Rio", explica.

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"Falaram que os depósitos fracionados eram para fugir do Coaf. Dois mil reais é o limite que você pode botar no envelope. O que tem de errado nisso? Aí vem o Queiroz. Realmente tem dinheiro de funcionário na conta dele", afirma. "O Coaf disse que há movimentações financeiras suspeitas e incompatíveis com o patrimônio do Queiroz . Mas quem tem de responder a isso é o Queiroz", disse o presidente.