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Líderes alertam que insistir nessa inclusão agora pode atrasar tramitação da reforma na Câmara; Bolsonaro crê que até sábado proposta será aprovada

Para evitar atrasos na votação da reforma da Previdência, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), negocia um acordo pelo qual os servidores de estados e municípios seriam incluídos na proposta durante a tramitação do texto no Senado. Com isso, o destaque (proposta de alteração) apresentado pelo Novo com esse objetivo seria retirado ou rejeitado durante a votação em plenário.

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Rodrigo Maia (DEM-RJ)
Aloisio Mauricio/Fotoarena/Agência O Globo
Rodrigo Maia (DEM-RJ)

"Estamos construindo uma solução em conjunto com eles. O que eu entendo é que é muito difícil que a Câmara aprove esse tema, infelizmente. Todo mundo sabe que eu sou a favor. Mas, de repente, pode ter uma construção da inclusão, como já ouvi do presidente do Senado, da inclusão no Senado Federal", disse Rodrigo Maia .

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Caso o Senado aprove a inclusão de estados e municípios, apenas essa alteração voltaria para a Câmara. O restante da Proposta de Emenda Constitucional (PEC), sem mudanças em relação ao texto eventualmente aprovado pela Câmara, seria promulgado.

"O Senado, com a gente, se Deus quiser, aprovando a PEC aqui, trabalha a nossa PEC mais os estados. E devolve como PEC paralela os estados para a gente fazer o debate em outro ambiente, menos tensionado. Vamos trabalhar para a gente não ter atraso na votação da reforma", continuou Rodrigo.

A retirada dos estados e municípios foi negociada por partidos para aumentar o apoio à reforma da Previdência . Deputados federais não querem arcar sozinhos com o ônus de aprovar mudanças para servidores locais e acabar ajudando governadores. Em muitos casos, esses governadores fazem oposição local ao deputado que votará a favor da reforma.

Por isso, líderes alertam que insistir na inclusão de governos e prefeituras pode atrapalhar a votação da reforma em plenário.

O presidente da Câmara disse que irá pretende iniciar o debate da reforma ainda nesta terça (09). A votação do texto principal, porém, deve ficar apenas para esta quarta-feira (10).

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"A gente tem quorum, quorum alto. Agora é organizar a votação. Como eu disse, toda hora é importante numa votação como essa", acrescentou Maia