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Desde 2003, presidentes têm respeitado nomes escolhidos pela própria categoria para comando da Procuradoria; escolha de Bolsonaro é incerta

Candidatos à PGR
Divulgação/ANPR
Mário Bonsaglia, Luiza Frischeisen e Blal Dalloul compõem lista tríplice para a PGR

O presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR ), Fábio George Cruz da Nóbrega, vai se encontrar na tarde desta sexta-feira (5) com o presidente Jair Bolsonaro para entregar a lista tríplice formulada pela entidade para o comando da Procuradoria-Geral da República (PGR).

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Também participará da audiência para entrega da lista da PGR o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Jorge Oliveira, que já havia recebido o representante da associação na semana passada. O encontro está marcado para as 14h, no Palácio do Planalto.

A Constituição prevê que a nomeação ao cargo de procurador-geral da República  cabe ao presidente da República e depende de aprovação do Senado. Desde 2003 todos os presidentes têm respeitado a lista tríplice organizada pela ANPR, que expressa os nomes escolhidos pela própria categoria para chefiar o Ministério Público Federal .

Promovida pela entidade desde 2001, a lista tem Mario Bonsaglia, que obteve 478 votos, seguido pelos procuradores Luiza Frischeisen, com 423, e Blal Dalloul, com 422. Além dos nomes da lista tríplice , há dois candidatos que correm por fora: a atual ocupante do cargo, Raquel Dodge, e o subprocurador Augusto Aras.

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Recém-empossado como ministro, Jorge Oliveira acumula o comando da Subchefia para Assuntos Jurídicos (SAJ) e é considerado decisivo no processo de escolha da PGR . Ele é o único integrante do primeiro escalão do governo a ocupar uma sala no terceiro andar do Planalto, o mesmo em que fica o gabinete presidencial.