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Ex-prefeito do Rio de Janeiro é acusado de ter promovido bocas de urna nas eleições de 2018, quando concorreu ao governo do Rio de Janeiro

Eduardo Paes
Fernando Frazão/ABr
Eduardo Paes virou réu por incentivar boca de urna


O ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (DEM-RJ) virou réu nesta quarta-feira (3) em uma ação na qual é acusado de ter incentivado a prática de boca de urna na eleição passada, quando foi candidato ao governo do estado. Conforme antecipou o blog de Ancelmo Gois, a denúncia do Ministério Público do Rio (MP-RJ) foi aceita pelo juiz Luís Gustavo Vasques, do Juizado Especial Criminal de Queimados, na Baixada Fluminense. A procuradoria pede que o político seja condenado por crime contra a paz pública.

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 Caso seja condenado, o ex-prefeito pode ser multado ou receber pena de três a seis meses. Em audiência realizada em maio, Eduardo Paes recusou proposta de transação penal oferecida pelo MP — ele se declararia culpado e precisaria pagar uma multa ou prestar serviços à comunidade. Nesta quarta, em nova audiência, a oferta foi repetida, mas ele novamente recusou. Nos próximos dias, a defesa poderá fazer suas considerações finais e o magistrado poderá elaborar a sentença.

De acordo com o MP, Paes teria solicitado que apoiadores presentes em um ato de campanha no município fizessem boca de urna a seu favor até o dia da votação do segundo turno. O discurso denunciado pela acusação ocorreu em 27 de outubro, na véspera da etapa final da eleição, por volta de 15h. Paes terminou o pleito com 40,13% dos votos válidos, atrás de Wilson Witzel , do PSC, que conquistou 59,87% da preferência dos eleitores.

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Procurado, Eduardo Paes não se manifestou sobre a ação até o momento desta publicação.