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Ex-governador disse que convenceu o empresário Arthur César de Menezes Soares Filho, conhecido como "Rei Arthur", a ajudar na campanha do petista

Lindbergh Farias
Agência O Dia
Segundo Sérgio Cabral, ex-senador Lindbergh Farias recebeu propina de empresário para a campanha de 2010


O ex-governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, afirmou à Justiça Federal, nesta segunda-feira (1º),  que, em 2010, convenceu o empresário Arthur César de Menezes Soares Filho , conhecido como "Rei Arthur", a ajudar na campanha de reeleição. Ganhou mais R$ 5 milhões ou R$ 6 milhões. Mas, pediu recurso também para a campanha de Lindbergh Farias (PT) ao Senado. Ele concorria na chapa de Cabral. 

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"Como em 2010 a campanha era grande, voltei a solicitar (ajuda de campanha) para mim. Deve ter dado R$ 5 milhões ou R$ 6 milhões, mas eu precisava de recursos para o senador Lindbergh Farias . Ele deu ajuda a Lindbergh, mais de R$ 5 milhões", declarou Cabral no depoimento. 

O emdebista contou ainda que começou a campanha de 2010 com US$ 50 milhões e terminou com US$ 100 milhões em virtude de vários valores recebidos no processo eleitoral, não só do Rei Arthur. Esse dinheiro foi repatriado após ser entregue pelos doleiros delatores Renato e Marcelo Chebar.

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Assim como Cabral , Lindbergh Farias acabou eleito senador pelo Rio de Janeiro naquele ano. O petista recebeu mais de 28% dos votos, terminando na primeira colocação. 

Entenda o caso

Em outubro de 2017, o Ministério Público Federal (MPF) denunciou Cabral, o ex-secretário de Saúde Sérgio Côrtes e o empresário Rei Arthur, e mais cinco pessoas no âmbito da Operação Unfair Play, que investiga, entre outros fatos, a compra de votos para que o Rio fosse escolhido como sede da Olimpíada de 2016. A parte do processo relativa ao empresário foi desmembrada porque ele está foragido.

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Cabral é acusado de receber US$ 10,4 milhões em propina de "Rei Arthur", entre março de 2012 e novembro de 2013, e ocultar o valor no exterior, além de ter recebido um total de R$ 1 milhão no Brasil entre 2007 e 2011. De acordo o MPF, o pagamento era feito no país com entregas de recursos em espécie, celebração de contratos fictícios com membros da organização criminosa e pagamento de despesas pessoais.

O ex-governador passou a assumir os seus crimes e delatar ex-aliados da política que ajudaram em suas eleições. Além de Lindbergh Farias , já foram citados pelo emedebista o ex-governador Luiz Fernando Pezão, o ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes e ex-secretários.