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À revista Veja, deputada federal revelou que jovem tinha problemas com o pai, Anderson do Carmo: "Não morava com a gente desde o ano passado"

Flordelis
Fernando Frazão/Agência Brasil
Em entrevista, deputada Flordelis disse desconfiar do filho adotivo, Lucas dos Santos

A deputada federal Flordelis (PSD-RJ) disse, em entrevista à revista Veja, que desconfia que o filho adotivo Lucas dos Santos, de 18 anos, esteja envolvido no assassinato do pai, o pastor Anderson do Carmo , com quem "teve problemas" após apanhar depois de roubar um outro irmão. Segundo ela, o filho não morava com eles desde o ano passado e não costumava aparecer sem avisar.

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"Ele não morava com a gente desde o ano passado. Aí aparece nas câmeras da rua com duas mochilas por volta das 3 da manhã. Entra e sai da casa em minutos, de mãos vazias. O Lucas não tinha o hábito de aparecer sem avisar", disse Flordelis . Perguntada se desconfiava da participação dele no assassinato, ela confirmou com a cabeça. Ela também falou que as mochilas que ele levava no dia do crime foram localizadas, mas não deu detalhes. "Processo está correndo em segredo de justiça".

De acordo com Flordelis, as desavenças entre o pastor e o filho adotivo eram por conta das atitudes do jovem. A principal delas seria o roubo a um outro irmão, quando o pastor deu um "corretivo" no rapaz.

"Eles tinham problemas por causa dos erros do Lucas. Aos 14 anos, meu filho roubou uns relógios que o irmão colecionava, pôs para vender e nós descobrimos. Como a situação era grave, meu marido bateu nele como corretivo. Hoje está no tráfico", contou.

Enquanto joga luz para Lucas, ela descarta que o filho biológico, Flávio dos Santos, 38 anos, tenha participado do crime. "Não sei. A história não bate. Ele foi um dos primeiros a chegar ao meu quarto depois dos tiros. Saiu atrás da polícia, mas não encontrou a 'patrulhinha'. Já preso, me deixaram falar com ele rapidamente no telefone. Chorava, chorava, e só disse: 'Quero que as pessoas te deixem em paz, mãe'", falou.

A parlamentar disse desconhecer qualquer motivo para a participação de Flávio na morte. "Não que eu saiba. Essa história de que o Anderson cuidava do nosso patrimônio com mãos de ferro não faz nenhum sentido. Aliás, ele administrava o dinheiro com a ajuda de três filhos", explicou.

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Flordelis também afirmou que o marido não a traía e negou que o pastor molestasse as filhas, que, segundo a missionária, foi uma hipótese ventilada extraoficialmente. "Mas, mesmo se ele fosse um monstro, mereceria a prisão, e nunca a morte. Depois, conversei com minhas filhas, que negaram com muita firmeza terem sido abusadas".