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Segundo fontes no ministério, sargento não passou por nenhum equipamento de raio-x; ele levava 39 kg de cocaína em avião da FAB

Avião da FAB
FAB
Militar foi preso saindo de um dos aviões da Aeronáutica

O sentimento no gabinete do ministro da Defesa , Fernando Azevedo e Silva, é de que houve uma falha grave da Aeronáutica nos procedimentos que permitiram ao segundo-sargento Manoel Silva Rodrigues, de 38 anos, desembarcar com 39 quilos de cocaína na Espanha, dentro de uma missão relacionada a uma viagem oficial do presidente da República, Jair Bolsonaro. A Defesa acredita que Rodrigues não passou por nenhum equipamento de raio-x na Base Aérea em Brasília. Além disso, o gabinete do ministro entende que bagagens deveriam ter sido verificadas, diante de indícios de excesso de peso.

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 Em razão da pressão e da forte repercussão do caso, inclusive internacional, tanto o ministro da Defesa quanto a Aeronáutica convocaram uma entrevista coletiva à imprensa na tarde desta quinta-feira (27). A quase totalidade das perguntas dos jornalistas ficou sem respostas.

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O ministro fez um pronunciamento curto, em que disse que "não vamos admitir criminosos entre nós" e que "houve quebra de confiança". Já o porta-voz da Aeronáutica , major-aviador Daniel Rodrigues Oliveira, recusou-se a responder se o segundo-sargento pego com cocaína passou por uma inspeção na Base Aérea de Brasília. O porta-voz foi questionado pelo menos sete vezes a respeito dessa informação e, mesmo assim, não respondeu, alegando que o inquérito policial-militar (IPM) instaurado é sigiloso.