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Além de Von Rondon, também foram presos os ex-assessores Haissander Souza de Paula e Roberto Silva Soares, em Minas Gerais

ministro do Turismo com assessor
Reprodução/redes sociais
O ministro do Turismo Marcelo Álvaro Antônio e o assessor especial Mateus Von Rondon, preso nesta quinta-feira


Preso nesta quinta-feira pela Polícia Federal (PF) em Brasília, Mateus Von Rondon, de 32 anos, seguirá como assessor especial do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio (PSL-MG). O assessor é suspeito de envolvimento em esquema de candidaturas laranjas em Minas Gerais.

 Em nota, o Ministério do Turismo informou que "aguarda o andamento do processo judicial para não submeter qualquer servidor do ministro do Turismo a uma condenação sumária sem garantir o direito de defesa." A pasta ressaltou ainda que Von Rondon "responde a suspeitas de eventuais irregularidades eleitorais no ano passado, sem qualquer vínculo com a atividade que desempenha no Ministério do Turismo."

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Von Rondon  trabalha com Álvaro Antonio há seis anos, desde 2013 . Ele acompanha o político desde o início da carreira no Legislativo, na Câmara dos Vereadores de Belo Horizonte (MG), e também prestou serviços ao gabinete de Álvaro Antônio na Câmara dos Deputados . Durante quatro anos, Von Rondon foi pago com recursos da cota parlamentar do deputado, que acabou alçado à Esplanada dos Ministérios em janeiro pelo presidente Jair Bolsonaro.

Além de Von Rondon, também foram presos os ex- assessores Haissander Souza de Paula e Roberto Silva Soares, em Minas Gerais. Os três foram alvos de mandados de busca e apreensão. A PF apreendeu computadores e celulares. Robertinho, como é conhecido, foi um dos coordenadores de campanha de Álvaro Antônio no ano passado. Já Haissander era assessor dele na Câmara dos Deputados.

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A suspeita da investigação é que, com a atuação desses assessores, o ministro do Turismo tenha selecionado mulheres para o PSL de Minas Gerais lançar candidaturas laranjas e, assim, cumprir a cota de gênero determinada por lei. No entanto, os recursos repassados seriam desviados para empresas que não teriam prestado efetivamente os serviços.