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Defesa afirmou à Justiça que, após o depoimento, não havia mais elementos que justificassem a prisão de Marcelo Von Rondon

assessor Marcelo Alvaro Antonio
Reprodução/redes sociais
O ministro do Turismo Marcelo Álvaro Antônio e o assessor especial Mateus Von Rondon, preso nesta quinta-feira


A defesa do assessor do ministro do Turismo Marcelo Von Rondon já pediu à Justiça Eleitoral a revogação da sua prisão temporária. Braço-direito do ministro do Turismo Marcelo Álvaro Antônio (PSL), Von Rondon foi detido pela Polícia Federal em Brasília sob suspeita do envolvimento em um esquema de desvio de recursos do fundo partidário por meio de candidaturas laranjas.

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 A petição de revogação da prisão temporária foi protocolada às 18h22 na 26ª Zona Eleitoral de Belo Horizonte, onde tramita o inquérito policial sobre o caso. Durante a tarde, Von Rondon prestou depoimento na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde está detido. No pedido, a defesa afirmou à Justiça que, após o depoimento, não havia mais elementos que justificassem a prisão do assessor do ministro do Turismo .

O prazo da temporária é de cinco dias, renovável por mais cinco. Ao fim desse prazo, a Polícia Federal pode solicitar a conversão em prisão preventiva caso avalie que há elementos que justifiquem. Segundo fontes da PF, Von Rondon deve permanecer detido em Brasília durante o período da prisão temporária.

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O assessor era dono de uma empresa que recebeu pagamentos das campanhas eleitorais de candidatas-laranjas. A PF suspeita que não houve prestação de serviços e que os repasses eram desvios de recursos do fundo partidário, composto por dinheiro público. O ministro Marcelo Álvaro Antonio , que preside o PSL de Minas, seria o articulador do esquema, na suspeita dos investigadores. Mulheres apresentariam candidaturas-laranjas com o objetivo de cumprir a cota mínima de candidatas femininas, mas sem concorrer efetivamente, e os recursos eram desviados por meio dos gastos de campanha, suspeitam os investigadores.

A operação da PF foi batizada de Sufrágio Ostentação. A primeira fase havia sido deflagrado em abril e cumpriu buscas no diretório do PSL de Minas e em gráficas suspeitas de serem de fachada para receber os desvios das candidatas-laranja.

Também foram alvos de prisão temporária Roberto Silva Soares, atual primeiro-secretário do diretório do PSL em Minas e um dos coordenadores de campanha do ministro do Turismo à Câmara no ano passado, e Haissander Souza de Paula, ex-assessor de gabinete de Marcelo Álvaro Antônio.