O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM), minimizou nesta quinta-feira (27) a prisão de três assessores do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio
(PSL), na
investigação sobre desvios de recursos do fundo partidário do PSL para candidaturas de laranjas, pela manhã. Ele disse que o governo "continua confiando" no ministro e aguarda
com o resultado do trabalho da Polícia Federal.
"Isso aí... Essa situação está sob investigação, isso não é novo, volta e meia requenta, tem que aguardar a conclusão", declarou Onyx. "Olha, primeiro: isso tudo são questões que não têm nada a ver com o governo. Aliás, é importante dizer, né? Se a gente voltar nos últimos anos, dificilmente se passava mês sem um caso de corrupção dentro dos governos anteriores. O governo do presidente Bolsonaro entra no seu sétimo mês e, assim serão os 48, sem nenhum problema", acrescentou sobre casos que envolvem assessores do ministro do Turismo .
Ao ser questionado se o ministro tem condições de continuar no cargo, ele falou que essa "é uma matéria requentada". Segundo o chefe da Casa Civil, o presidente Jair Bolsonaro
(PSL) deixou "sempre tudo muito claro desde o primeiro momento" o ponto de vista do governo.
"Não há até o presente momento nenhuma denúncia formalizada, estamos no momento em investigações. Temos que aguardar. O ministro continua fazendo o seu trabalho, servindo o
país. E o ministro já reiterou mais de uma vez que ele não tem nenhum envolvimento nessa questão. O governo continua confiando no seu ministro e aguardando com serenidade,
tranquilidade as investigações" ponderou.
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Operação
Foram presos temporariamente o atual assessor especial do ministério Mateus Von Rondon Martins, em Brasília; e os ex-assessores Haissander Souza de Paula e Roberto Silva Soares,
em Minas Gerais. Os três foram alvos de mandados de busca e apreensão. A PF apreendeu computadores e celulares. Robertinho, como é conhecido, foi um dos coordenadores de
campanha de Álvaro Antônio no ano passado. Já Haissander era assessor dele na Câmara dos Deputados.
A suspeita da investigação é que, com a atuação desses assessores, Marcelo Álvaro Antônio
selecionou mulheres para o PSL de Minas Gerais lançar candidaturas laranjas e, assim,
cumprir a cota de gênero determinada por lei. No entanto, os recursos repassados seriam desviados para gráficas que não teriam prestado efetivamente os serviços.
Batizada de Sufrágio Ostentação, a operação tem agentes nas ruas de Aimorés e Ipatinga, na Região do Vale do Rio Doce, e em Brasília. Em 29 de abril, na primeira fase da ação, a
PF fez buscas em sete endereços de cinco cidades de Minas Gerais, incluindo a sede do PSL em Belo Horizonte e gráficas suspeitas, base eleitoral do atual ministro do Turismo
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