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Vídeo mostra o então candidato à Presidência ao lado do hoje ministro Marcelo Álvaro Antônio e de Robertinho Soares, que foi preso hoje pela PF

Marcelo Álvaro, Jair Bolsonaro e Robertinho Soares
Reprodução
Marcelo Álvaro, Jair Bolsonaro e Robertinho Soares em vídeo publicado pelo PSL de Minas Gerais

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) gravou um vídeo ao lado de Robertinho Soares, atual assessor no gabinete do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, e que foi  preso nesta quinta-feira (27) pela Polícia Federal por suspeita de envolvimento em esquema irregular de candidaturas laranjas do PSL em Minas Gerais.

Na gravação, publicada na página oficial do PSL mineiro em fevereiro do ano passado sob o título " Bolsonaro fazendo uma convocação aos mineiros",  o então candidato à Presidência chega a cumprimentar Robertinho pelo nome. 

"Olá, amigos de Minas Gerais. Jair Bolsonaro. Estou com o deputado Marcelo aqui, com o Roberto... Venho convidar todos vocês que, porventura, queiram disputar as eleições no corrente ano... Procure a sede do PSL no seu município, no seu estado. E nós estaremos dando condições para que todos possam realmente concorrer em situação de igualdade e, quem sabe, buscar um mandato no corrente ano. Tá ok? Um abraço a todos. Boa sorte", diz o capitão reformado.

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Assista abaixo:


Robertinho Soares foi um dos coordenadores da campanha de Marcelo Álvaro Antônio na eleição de outubro de 2018, quando o atual ministro do Turismo foi eleito deputado federal com o maior número de votos em Minas Gerais, com mais de 230 mil.

De acordo com as investigações da Polícia Federal , parte dos recursos que chegavam dos fundos partidário e eleitoral (abastecidos com dinheiro público) ao PSL de Minas Gerais era destinado a campanhas de candidatas laranjas escolhidas por Marcelo Álvaro. Uma fatia dos recursos dessas campanhas era empregada em gráficas e empresas de comunicação ligadas a Reginaldo Soares, que é irmão de Robertinho Soares.

Além de Robertinho, também foram presos nesta quinta o assessor especial e braço-direito do ministro, Mateus Von Rondon Martins, e o assessor de Marcelo Álvaro em seu gabinete na Câmara dos Deputados Haissander de Paula.

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Em nota enviada à redação do  iG , o Ministério do Turismo garantiu que não existe "qualquer relação" entre as investigações que resultaram nas prisões e as atividade de Von Rondon na pasta. "É importante esclarecer que não há qualquer relação entre a investigação da Polícia Federal e as funções desempenhadas pelo assessor especial Mateus Von Rondon no Ministério do Turismo ", diz a nota divulgada sobre o assunto.