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Em um dos últimos vazamentos divulgados, o ex-juiz chegou a chamar os militantes do MBL de 'tontos'; Vem Pra Rua também se mobiliza pró-Moro

Sergio Moro
Reprodução
MBL e Vem Pra Rua organizam ato a favor de Sergio Moro no próximo domingo

Fragilizado após vazamentos que associam seu nome à falta de imparcialidade enquanto exercia o cargo de juiz federal em Curitiba, o ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, continua recebendo o apoio do Movimento Brasil Livre (MBL) e do grupo Vem Pra Rua. Ambos os grupos, que ganharam relevância durante o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, agora convocam para um ato pró-Moro no próximo domingo (30).

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Os dois organizadores do ato pró-Moro, que está programado para acontecer em diversas cidades brasileiras no próximo fim de semana, estiveram ausentes nas recentes manifestações em apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PSL). De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo , tal ausência se deu porque o MBL e o Vem Pra Rua não se identificam como movimentos partidários e, portanto, não se declaram apoiadores do governo Bolsonaro.

"O MBL não é pró-Bolsonaro e mantém uma linha independente. A decisão de participar agora foi uma reação à invasão do celular do Sergio Moro ", afirmou ao jornal Renato Battista, um dos coordenadores do Movimento Brasil Livre. Para ele, surgiu agora "uma necessidade" de defender a Lava Jato .

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A convocação de um protesto a favor do ministro de Bolsonaro se dá logo após vazamentos indicarem que, em conversas privadas, Moro teria chamado os manifestantes do MBL de "tontos". 

“Não sei se vocês têm algum contato, mas alguns tontos daquele Movimento Brasil Livre foram fazer protesto na frente do condomínio do ministro. Isso não ajuda”, teria escrito Moro ao procurador Deltan Dallagnol, segundo  vazamento de mensagens divulgado pelo  The Intercept , desta vez em parceria com o jornal  Folha de S. Paulo

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Ponderado, Dallagnol teria respondito ao então juiz: “Não sendo violento ou vandalizar, não acho que seja o caso de nos metermos nisso por um lado ou outro.” As mensagens, segundo o  Intercept  e a  Folha , foram trocadas em 23 de março de 2016. Indagado pelo Estadão , o coordenador do MBL afirmou que encarou a fala de Moro como brincadeira.