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Presidente disse que pretende recorre da decisão que considerou agressor como inimputável: "é uma causa pessoal e eu tenho me que defender"

Bolsonaro coletiva
Isac Nóbrega/PR
Presidente criticou decisão judicial e disse que pretende recorrer

presidente da República, Jair Bolsonaro , sugeriu nesta quinta-feira (20), em transmissão nas suas redes sociais, que a doença mental de Adélio Bispo de Oliveira é uma estratégia para que, no futuro, o autor das facadas contra o então candidato a presidente não possa fazer delação premiada.

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"Sabe por que a jogadinha de ser maluco? É que daqui para frente, se ele resolver fazer delação premiada, não vale mais porque ele é maluco", disse Bolsonaro .

presidente disse que pretende recorrer da decisão judicial que considerou Adélio inimputável e, assim, o absolveu. A decisão foi tomada no fim do mês de abril, pelo  juiz federal Bruno Savino, da 3ª vara da Justiça Federal em Juiz de Fora (MG). Ele concluiu que Adélio Bispo tem transtorno delirante persistente, segundo três pareceres médicos. Na decisão, o juiz determinou que Adelio Bispo permaneça internado, mas detido no presídio federal de Campo Grande (MS).

No entanto, Bolsonaro, durante a transmissão na internet, insistiu por mais de uma vez que Adélio não sobre transtorno mental e que o atentado que sofreu foi encomendado por interesses eleitorais.  

"Ele foi filiado ao PSOL em  2014. Mais ainda, tem uma banca de advogados caros que trabalha para ele até hoje. Dinheiro da onde? Tem muita coisa nebulosa. Se deus quiser, a Polícia Federal nossa vai descobrir essa grande rede que tentou interferir nas eleições do ano passado, tentando me assassinar", finalizou Bolsonaro .

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