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Presidente voltou a dizer que Moro só deixará o cargo quando quiser e que não existe apego ao Ministério

Bolsonaro voltou a defender Sergio Moro
Carolina Antunes/PR
Bolsonaro voltou a defender Sergio Moro


O presidente Jair Bolsonaro saiu em defesa do ministro Sergio Moro nesta quarta-feira e atribuiu o caso das mensagens vazadas entre o ex-juiz e o procuradorDeltan Dallagnol pelo Telegram a uma grande trama para atingir o seu governo. As mensagens foram publicadas pelo site "The Intercept Brasil". 

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O presidente disse que Moro é um "patrimônio nacional" e só deixará o governo se for por sua própria vontade. O presidente havia sido questionado sobre declaração do ministro que afirmou "não ter apego ao cargo".

"Eu não tenho apego ao meu cargo também. Qualquer ministro é livre a tomar decisão que bem entender.  Moro é patrimônio nacional . Se depender de mim (não sai do governo)".

Bolsonaro voltou a recorrer a metáfora do casamento ao tratar de sua relação com Moro. O presidente ainda fez acusações contra o jornalista Gleen Greenwald, fundador pelo site, e ao ex-deputado Jean Wyllis, sem citá-los nominalmente.

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"Eu não posso casar pensando em separar um dia. Eu me caso para ficar até que a morte nos separe. Não vi nada de anormal nesse caso até agora", disse o presidente .

"Acho que é coisa daquele casal lá. Um deles teve metido na Inglaterra com suspeita de espionagem. É uma grande trama pra tentar me atingir e para atingir o Moro . Estão querendo me atingir. Vão quebrar a cara".