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Presidente diz que não poderá fazer nada se Senado derrubar texto que flexibiliza porte e posse de armamento; Casa vai votar decreto nesta terça

Jair Bolsonaro
Marcos Corrêa/PR
Bolsonaro confia que senadores aceitem o decreto do porte de armas

Engajado na defesa dos decretos que editou no mês passado para flexibilizar a posse e o porte de armas no país, o presidente Jair Bolsonaro disse na manhã desta terça-feira (18) que não poderá fazer nada caso o plenário do Senado derrube os atos . Governo e oposição evitam declarar vitória antecipadamente, prevendo uma votação apertada nesta terça-feira.

Na semana passada, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa aprovou a derrubada das medidas , por 15 votos a 9. O governo tem apostado na pressão das redes sociais para reverter o resultado no plenário. No sábado,   Bolsonaro fez em suas redes sociais um pedido para a população cobrar os senadores pela manutenção dos decretos. Os dois lados evitam declarar vitória antecipadamente e preveem uma votação apertada.

Depois de participar de uma cerimônia de hasteamento da bandeira com ministros, no Palácio do Planalto, afirmou que tem falado com senadores para manter o decreto de armas , "explicando, conversando".

Questionado o que pode fazer em caso de derrota, ele disse ser democrata: "Eu não posso fazer nada. Eu não sou ditador, sou democrata, pô", declarou.

Caso a decisão da CCJ seja mantida, ela ainda terá que ser confirmada pela Câmara para ter efeito. De acordo com pesquisa Ibope, a maioria dos brasileiros é contra a flexibilização das regras das armas.

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"Nós sabemos que no Brasil, hoje em dia, quem está à margem da lei está armado. Queremos, para o lado de cá, dar o direito à legitima defesa, que foi decidido nas urnas em 2005. Nada mais estou fazendo do que atendendo a vontade do povo expressa nas urnas em 2005 por ocasião do referendo", defendeu Bolsonaro