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Plenário do Senado pode derrubar decreto do presidente que flexibiliza posse e porte de armas e que já foi derrotado na CCJ da Casa

Bolsonaro
Marcos Corrêa/PR - 18.6.19
Bolsonaro faz apelo para que parlamentares não deixem decretos das armas 'morrer'

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) fez um apelo a deputados e senadores, na manhã desta terça-feira (18), para que não deixem os dois decretos sobre armas "morrer na Câmara ou no Senado".

tema será votado no plenário no Senado na tarde de hoje e poderá derrubar as medidas, editadas no mês passado por Bolsonaro para flexibilizar a posse e o porte de armas no país. Na última semana, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou a derrubada dos decretos , por 15 votos a 9.

O pedido defesa dos decretos das armas foi feito em discurso durante evento de lançamento do Plano Safra 2019-2020, no Palácio do Planalto. O presidente chamou deputados e senadores de "nossos eternos aliados" e, diante da plateia de ruralistas, alegou que as armas é importante para a "segurança no campo."

"O Senado e Câmara vão discutir a questão do decreto das armas. A segurança no campo é uma coisa importantíssima, e nós ampliamos, por decreto, o porte de arma de fogo em todo o perímetro da propriedade de vocês. Não deixem esses dois decretos morrer na Câmara ou no Senado. A nossa vida é muito importante. Vocês sabem o quão difícil é produzir nesse país, e a segurança tem que estar acima de tudo", disse.

Bolsonaro afirmou em seguida que acredita que os parlamentares presentes na cerimônia iriam conversar com os demais colegas para que os atos não caiam, "afinal de contas, nós temos que confiar no próximo".

Caso a decisão da CCJ seja mantida no plenário do Senado, ela ainda terá que ser confirmada pela Câmara para ter efeito. De acordo com pesquisa Ibope, a maioria dos brasileiros é contra a flexibilização das regras das armas.

No sábado, Bolsonaro fez em suas redes sociais um pedido para a população cobrar os senadores pela manutenção dos decretos. Nesta terça, o presidente disse que nada poderia fazer numa eventual derrota do texto. "Não sou ditador, sou democrata, pô" , destacou ele.