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Conselho de Comunicação Social aprovou hoje convite para ouvir jornalista do The Intercept Brasil em audiência agendada para ocorrer em 1º de julho

Glenn Greenwald
Fernando Frazão/Agência Brasil
Glenn Greenwald é responsável pelo site The Intercept Brasil, que publicou mensagens vazadas da Operação Lava Jato

O Conselho de Comunicação Social (CCS) do Senado aprovou nesta segunda-feira (17) convite para ouvir o jornalista Glenn Greenwald, do site The Intercept Brasil , responsável pela publicação de mensagens trocadas entre o ex-juiz da Operação Lava Jato, Sergio Moro, e procuradores da força-tarefa.

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Além de Glenn Greenwald , os senadores também esperam ouvir, em audiência marcada para o dia 1º de julho, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Ayres Brito e os jornalistas Claudio Dantas ( O Antagonista ), Paulo Tonet ( Rede Globo ), Daniel Bramatti (da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) e Maria José Braga (da Federação Nacional dos Jornalistas).

Glenn entrou no centro do noticiário político nas últimas semanas ao publicar no  Intercept Brasil conversas vazadas que indicam suposta coordenação entre Moro e a força-tarefa de procuradores coordenada por Deltan Dallagnol . Na última sexta-feira (14), novos trechos de conversas revelaram que o atual ministro da Justiça e Segurança Pública teria sugerido ao Ministério Público Federal (MPF) a divulgação de uma nota para rebater ao que chamou de "showzinho" da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Criticado por aliados do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL), Glenn chegou a ter convite proposto na semana passada pelo deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado na Câmara. O parlamentar, no entanto, recuou ao notar que os opositores haviam se animado com a possibilidade de aprovar o requerimento.

Casado com o deputado David Miranda (PSOL-RJ), Glenn Greenwald  nega que as mensagens publicadas pelo Intercept Brasil tenham sido obtidas por meio da ação de um hacker – conforme reclamam Sergio Moro e Deltan Dallagnol. Glenn e Miranda relataram à Polícia Federal que têm recebido ameaças desde que as conversas passaram a ser publicadas .