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Denúncias, descobertas por meio de um programa do próprio ministério, foram encaminhadas para órgãos como a Polícia Federal e a CGU

Infraestrutura
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
Tarcísio Gomes de Freitas é o ministro da Infraestrutura

O Ministério da Infraestrutura informou que o "Programa Radar Anticorrupção" da pasta já enviou a órgãos de investigação e controle 23 denúncias e pedidos de investigação. Os casos em que foram identificados indícios de conflito de interesse e de improbidade administrativa foram repassados à Controladoria-Geral da União (CGU) e à Advocacia-Geral da União (AGU). Já os de fraudes em licitação e peculato foram encaminhados à Polícia Federal (PF).

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O programa começou em 7 de maio, em parceria com CGU, AGU, PF e Ministério da Justiça (MJ). Ele também permitiu a realização de 148 consultas de candidatos a cargos públicos para verificar sua idoneidade e capacidade técnica.

O objetivo do programa é dificultar desvios de conduta e de recursos públicos e aprimorar a gestão. Para isso, há o compartilhamento de informações com outros órgãos do governo. Também foram estabelecidas regras a serem seguidas pelos servidores da pasta, definidos critérios para a nomeação de cargos, e criados canais oficiais de denúncia para que os cidadãos possam se manifestar sobre irregularidades.

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No Ministério da Infraestrutura, está sob cuidados da Subsecretaria de Governança e Integridade, comandada por Fernanda Costa de Oliveira, que é delegada da PF.

O Ministério da Infraestrutura é sucessor do Ministério dos Transportes, que já foi alvo de vários escândalos de corrupção. Entre os órgãos da pasta que no passado já foram investigados por irregularidades estão o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e a Valec, estatal responsável por ferrovias.