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Em transmissão ao vivo realizada em Igreja Evangélica, o deputado federal defendeu que todo cidadão brasileiro possa ter uma arma em casa

Bolsonaro e Feliciano
Marcos Corrêa/PR
Em transmissão ao vivo, Bolsonaro e Feliciano voltaram a defender o decreto de armas

Em live realizada na noite desta quinta-feira (13), transmitida de um anexo da Igreja Evangélica Assembleia de Deus de Belém, o presidente Jair Bolsonaro, que estava na companhia do pastor e deputado federal Marco Feliciano (PODE-SP), voltou a defender a importância do decreto de armas.

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Apoiando o ponto de vista do presidente, Feliciano afirmou que o motivo de não haver muros nas residências nos Estados Unidos é o fato de que todos os cidadãos podem ter uma arma dentro de casa.

"Na América não tem muro, as casas. As pessoas perguntam: 'Por quê não tem muro?'. Porque ninguém tem coragem de entrar dentro da casa do americano, porque sabe que todo americano tem uma arma", afirmou o pastor .

Bolsonaro completou: "E se levar chumbo, o que acontece com o cara?"

"Não acontece nada com ele", respondeu Feliciano . "Porque, dentro do reduto da casa dele, no perímetro da casa, aquele lugar é inviolável, ninguém pode entrar ali sem ser convidado".

Ainda defendendo o decreto de armas , Feliciano contou, ao lado do presidente , sobre um caso em que um policial deixou que um homem, flagrado após matar outro, fugisse, e elogiou a postura do policial. "Lá na cidade onde eu moro, o cidadão defendeu a família dele dentro de casa, matou o bandido. Quando a polícia chegou, o policial, por ser amigo, cidade pequena, falou: Foge daqui agora".

O presidente também defendeu seu decreto de armas de maneira enfática, e argumentou que todo "cidadão de bem" precisa de uma arma porque "já vivemos em guerra aqui (no Brasil ), pô!".

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"Quem tá perdendo não sou eu não, eu tenho porte de arma porque eu sou capitão do exército. Quem tá perdendo é o povo, que quer a arma", afirmou Bolsonaro. "Tava na lei lá, ó, pra você ter uma arma, você tem que comprovar efetiva necessidade. O que que é efetiva necessidade? Nós já vivemos em guerra aqui, pô!", concluiu.