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Governador de São Paulo afirma que Metrô vai cumprir as ordens judiciais e punir trabalhadores que não foram trabalhar nesta sexta-feira

João Doria
Governo do Estado de São Paulo/Divulgação
João Doria afirma que trabalhadores do metrô que aderiram à greve podem ser demitidos


O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), confirmou o anúncio do metrô na quinta-feira (13) de que os trabalhadores que aderissem à greve desta sexta (14) podem sofrer retaliações, entre elas a demissão. O tucano também disse que as punições podem chegar aos sindicatos, com multas de até R$ 1 milhão.

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Contrário à greve, João Doria falou sobre a preocupação do governo para que  o transporte público não seja totalmente afetado com as paralisações.

"O Metrô pode, dada a circunstância e com autorização judicial, ter desde advertência até punição de suspensão e demissão de funcionários que prejudicaram o funcionamento do metroviário em São Paulo. Nada tenho contra manifestações de ordem política, institucional, que se façam de forma pacífica, que não proponham ou aceitem agressão a pessoas, ao patrimônio público e privado e nem impeçam as pessoas no seu legítimo direito de ir e vir", afirmou.

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Mais cedo, Doria usou o seu perfil no Twitter para postar uma foto trabalhando em seu gabinete. "Bom dia, hoje é dia de trabalho normal para todo brasileiro de bem. Respeito o direito de manifestação, porém, que seja respeitado o direito de ir e vir daqueles que desejam cumprir suas obrigações e que concordam com a Nova Previdência. Manifestação não pode ser baderna", escreveu. 

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Nesta sexta-feira, trabalhadores de vários estados aderiram à greve contra a reforma da Previdência e os cortes na educação. Avenidas importantes foram bloqueadas e manifestantes colocaram fogo em pneus. Em São Paulo, o transporte público funcionou parcialmente. Algumas linhas de metrô já estão em operação normal.