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Gabriela Hart é mais uma integrante da Lava Jato a denunciar invasão de seu celular por meio de aplicativos de mensagem

Gabriela Hardt
Reprodução/Twitter
Gabriela Hardt também teve o seu celular invadido por hackers


A juíza federal substituta da Operação Lava Jato na 13ª Vara Federal do Paraná, Gabriela Hardt, foi mais uma vítima dos ataques de hackers a celulares. Nesta quarta-feira (12), a magistrada informou que teve o seu celular invadido e acionou a Polícia Federal. O caso será investigado em integração com o Ministério Público Federal.

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Através de uma nota, a Justiça Federal confirmou que Gabriela Hardt teve o seu celular invadido por meio do aplicativo de mensagens Telegram, o mesmo pelo qual Sergio Moro foi atacado há duas semanas.

"A juíza não verificou informações pessoais sensíveis que tenham sido expostas e entende que a invasão de aparelhos de autoridades públicas é um fato grave que atenta contra a segurança de Estado e merece das autoridades brasileiras uma resposta firme. Da mesma forma, a juíza federal espera que o Poder Judiciário, do qual faz parte, perceba tal gravidade e adote medidas firmes para repelir tais condutas", diz a nota.

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Gabriela Hardt atuou como juíza substituta de Sergio Moro nos casos relacionados à Operação Lava Jato depois que o então juiz deixou o o magistrado para aceitar o convite de assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública no governo Bolsonaro.

Entres as suas responsabilidades, Hardt condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a 12 anos e 11 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no episódio conhecido como sítio de Atibaia. Em sua decisão, a juíza afirmou que o local não pertencia ao petista, mas reformas no recinto foram financiadas como propinas em troca de favores para obras da Petrobras no período em que Lula era presidente.

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Gabriela Hardt deixou os processos da Operação Lava Jato no começo de fevereiro, quando Luiz Antonio Bonat assumiu a 13ª Vara Federal do Paraná.

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