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"Recentes notícias evidenciam que o ataque cibernético objetiva forjar diálogos entre autoridades", informam procuradores em nota

Força-tarefa da Lava Jato está preocupada com ataque hacker
Geraldo Bubniak/AGB/Estadão Conteúdo - 28.4.16
Força-tarefa da Lava Jato está preocupada com ataque hacker


No mesmo dia em que Integrantes do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) foram surpreendidos por mensagens enviadas, aparentemente, a partir do número de um dos conselheiros ao grupo do colegiado no aplicativo Telegram, a força-tarefa da Lava Jato emitiu uma nota em que sugere a possibilidade de hackres fabricarem diálogos.

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De acordo com informação publicada pelo jornal  O Estado de São Paulo , um invasor usou o número do conselheiro Marcelo Weitzel Rabello de Souza para provocar apreensão nos procuradores ao afirmar que as mensagens publicadas no último fim de semana pelo site The Intercept Brasil são apenas "uma amostra do que vocês vão ver na semana que vem". Instaurada confusão entre os conselheiros, alguns ligados a Lava Jato , o invasor decidiu se identificar: "aqui é o hacker".

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“A divulgação de supostos diálogos obtidos por meio absolutamente ilícito, agravada por esse contexto de sequestro de contas virtuais, torna impossível aferir se houve edições, alterações, acréscimos ou supressões no material alegadamente obtido. Além disso, diálogos inteiros podem ter sido forjados pelo hacker ao se passar por autoridades e seus interlocutores. Uma informação conseguida por um hackeamento traz consigo dúvidas inafastáveis quanto à sua autenticidade, o que inevitavelmente também dará vazão à divulgação de fake News”, informa a força-tarefa.

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A primeira denúncia sobre ataque hacker foi feita pelo hoje ministro da Justiça e ex-juiz federal Sergio Moro há duas semanas. No domingo, o site The Intercept revelou conversas entre Moro e procuradores da Lava Jato . O portal, porém, garante que os diálogos não foram obtidos através de um ataque virtual e sim por meio de uma fonte.