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Subprocuradores e procuradores participaram do terceiro debate organizado pela Associação Nacional dos Procuradores da República em SP

Candidatos
Larissa Pereira/ iG São Paulo
Candidatos à lista tríplice para a procuradoria-geral da República participaram nesta terça-feira do terceiro debate em SP

Os 10 candidatos à lista tríplice para o cargo de procurador-geral da República participaram nesta terça-feira (4) do terceiro debate promovido pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR). No encontro, subprocuradores e procuradores defenderam a importância da lista, uma vez que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) sinaliza que pode indicar outra pessoa para o cargo que não tenha passado pela eleição interna da instituição.

Tradição desde 2001, a lista tríplice tem sido acatada pelos presidentes da República na escolha do comando da PGR. "A lista é um progresso para o país, isso é reconhecido por todas as forças políticas, ela garantiu maior visibilidade, com os candidatos expondo de maneira aberta não apenas para os colegas, mas para a sociedade como um todo, por isso, você tem uma pessoa que sairá não só com a liderança da casa, mas também com respeitabilidade técnica e independência", defendeu o procurador regional José Robalinho Cavalcanti.

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Durante o debate, que durou cerca de 3 horas, os candidatos abordaram diversos temas referentes ao papel do Ministério Público Federal , a carreira do procurador e a atuação da PGR.

Todos defenderam que é necessário melhorar a comunicação da instituição tanto internamente, quanto com os demais Poderes. Eles também destacaram a importância da integração do MPF com outros órgãos de fiscalização e investigação para aumentar o combate ao crime no país.

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Os dez candidatos à lista tríplice são os subprocuradores-gerais da República Antônio Carlos Fonseca da Silva, José Bonifácio de Andrada, Luiza Frischeisen, Mário Bonsaglia, Nívio de Freitas e Paulo Eduardo Bueno. E os procuradores regionais Blal Dalloul, José Robalinho Cavalcanti, Lauro Cardoso e Vladimir Aras. A atual PGR, Raquel Dodge, decidiu não participar da eleição interna do MPF. No entanto, ela pode ser reconduzida ao cargo, já que Bolsonaro não é obrigado a seguir a lista.