Rodrigo Maia afirmou que ministro da Educação
Foto: Daniel Marenco/Agência O Globo
Rodrigo Maia afirmou que ministro da Educação "está errando contra o governo"

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) afirmou, em entrevista ao jornal O Globo , que os recentes protestos contra os cortes na Educação são culpa do chefe da pasta, Abraham Weintraub. Para ele, o ministro está "errando contra o governo". 

Maia também criticou o  vídeo publicado por Weintraub na última quinta-feira (30), mesmo dia dos protestos, no qual o ministro aparece com um guarda-chuva e fala em uma "chuva de fake news". O ministro da Educação negou que os cortes do MEC tenham atingido a verba para reconstrução do Museu Nacional , como havia sido divulgado pela imprensa, e culpou a bancada do Rio de Janeiro na Câmara pela redução dos recursos. 

"Acho que a sociedade foi para as ruas para tratar de educação por culpa do ministro [ Weintraub ], porque ele assume o ministério falando 'vou cortar 30% da universidade A, B ou C", afirmou Maia. "No dia dos protestos, fez uma apresentação Disney com o negócio do guarda-chuva, batendo na bancada do Rio, como se não fosse precisar de nenhum deputado do Rio para votar."

"Então, ele não é ator. É ministro da Educação . Respeito ele, mas acho que ele está errando. E está errando contra o governo. Em ministro da Educação, a cabeça é racional, não é emocional", completou.

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Maia também falou sobre a relação com o presidente Jair Bolsonaro, que classificou como "de diálogo". No entanto, afirmou que o País está caminhando para um "colapso social". "Para onde a gente está indo não é bom. A gente precisa que cada um, com sua atribuição, colabore, principalmente Executivo e Legislativo, para construir pautas além da Previdência (...) Estamos caminhando de forma muito rápida para esse colapso social", avaliou. 

O parlamentar afirmou ainda que a reforma da Previdência, "por si só", não vai resolver nada. E defendeu que o governo deve apresentar outras propostas para sair da situação. "O governo vai ter que ir muito além do que foi até agora. Vai ter que pensar projetos importantes na área de infraestrutura, políticas de segurança jurídica em muitas áreas, ter coragem de enfrentar desafios", opinou.

Questionado sobre o pacto anunciado pelo governo entre os três Poderes, o presidente da Câmara disse achar interessante, mas negou que o acordo já tenha sido fechado e afirmou que nem leu o texto. De acordo com Maia, o presidente do STF, Dias Toffoli, apresentou o pacto e o governo apresentou uma contraproposta, com princípios mais políticos e ideológicos.

"Nós vamos estudar porque eu não posso assinar algo que eu não tenha apoio majoritário", afirmou. "Acho que o Onyx avançou na informação sem uma construção política amarrada. Ele entregou um documento, ninguém leu, e ficou parecendo para a sociedade e a imprensa que a gente fechou aquele pacto em cima daquele texto. Zero de verdade nisso." 

Maia disse ainda que está faltando uma agenda para o Brasil, e que a Previdência não é uma agenda, mas sim uma "reforma racional e necessária" para equilibrar as contas públicas. "Ela não resolve qualidade na educação, médico no hospital, produtividade no setor público ou privado, crescimento econômico ou desemprego. O que precisamos é de uma agenda para o Brasil. Previdência é uma necessidade. Agenda para o Brasil a gente ainda não viu formatada de forma ampla, completa, por esse governo." 

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