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No mês passado, presidente havia dito que ministro da Justiça ocuparia primeira vaga disponível na Corte

Jair Bolsonaro
Isac Nóbrega/PR
Jair Bolsonaro volta a falar sobre vaga disponível na Corte do STF

Um dia após defender a indicação de um evangélico para o Supremo Tribunal Federal(STF), o presidente Jair Bolsonaro não garantiu, neste sábado, que vai indicar o ministro da Justiça, Sergio Moro, para a próxima vaga que abrir na Corte, como havia dito anteriormente. Questionado se a fala de sexta-feira implicaria que o nome de Moro estava descartado, Bolsonaro afirmou que apenas defende alguém com o "perfil" do ministro. 

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— Sempre falei, durante a pré-campanha minha e campanha, que queria alguém no Supremo do perfil do Moro. Nada além disso — disse Bolsonaro , após um almoço na casa de um colega militar. 

No mês passado, em uma entrevista à rádio Bandeirantes, Bolsonaro disse tem um "compromisso" de indicar o ministro para a primeira vaga que abrir no STF . Dias depois, em uma transmissão nas suas redes sociais, o presidente negou a existência de um acordo com Moro, mas afirmou que, se tivesse que indicar alguém hoje para a Corte, indicaria ele.

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Neste sábado, Bolsonaro disse que só revelará sua indicação em novembro do ano que vem, em referência ao mês em que o atual decano do tribunal, ministro Celso de Mello, completará 75 anos e terá que se aposentar. 

— Em novembro do ano que vem te digo em primeira mão. 

Na sexta-feira, durante a Convenção Nacional das Assembleias de Deus Madureira, em Goiânia, o presidente sugeriu que é o momento de o país ter um ministro do STF declaradamente evangélico. Ele criticou a possibilidade da Corte enquadrar a homofobia como crime de racismo e afirmou que o STF , ao tratar do tema, “ao que parece, quer legislar”.

Bolsonaro também comentou uma declaração, à revista "Veja", de quedesistiria de tentar a reeleição caso o Congresso aprove mudanças como a diminuição do número de parlamentares . Após a declarações, líderes de partidos afirmam que o próprio presidente deveria apresentar uma proposta de reforma política. Neste sábado, contudo, Bolsonaro disse que a reforma precisa nascer da Câmara e que ele só poder "dar opiniões":

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— Reforma política geralmente, minha experiência, ela nasce dentro da Câmara. O presidente Bolsonaro pode dar opiniões se a Câmara tiver um clima de aprovar uma reforma política. O presidente dá opinião sobre um ou outro assunto. Quem decide é o Parlamento, e isso é regra.