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Presidente negou que tenha rusgas com parlamentares e defendeu que as votações na Câmara e no Senado sejam mais rápidas para conter crises

Bolsonaro negou que tenha briga entre os poderes
Alan Santos/PR
Bolsonaro negou que tenha briga entre os poderes


Jair Bolsonaro negou que tenha qualquer atrito com o Congresso e os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Durante discurso em um evento na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), o presidente chamou de fofoca da imprensa os ataques entre os poderes.

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Na última sexta-feira, Jair Bolsonaro compartilhou a alguns seguidores, por WhatsApp, um texto de um filiado do Novo que afirmava que o Brasil é um “país ingovernável”, muito pelas ações dos congressistas e dos ministros do STF.

"Não há briga entre poderes. O que há é uma grande fofoca", disse o presidente, tentando colocar um fim na polêmica.

O presidente também falou sobre as manifestações marcadas para o próximo domingo, que visam apoiar o governo e atacar o Congresso e o STF.

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"Se a Câmara e o Senado têm propostas melhores que a nossa, que coloquem em votação. Nesse movimento espontâneo previsto para o dia 26 querem agilidade”, defendeu Bolsonaro.

Os atritos entre Planalto e Congresso vão além da reforma da Previdência. Deputados do Centrão defendem que Rodrigo Maia adie ao máximo possível a votação da Medida Provisória 870, que enxugou o número de pastas. Caso ela não seja votada até o dia 3 de junho, o governo obrigatoriamente volta a ter 29 ministérios.

As brigas do governo também chegaram ao Ministério Público, depois que o filho do presidente, senador Flávio Bolsonaro, teve o sigilo bancário quebrado para investigações referentes a movimentações financeiras suspeitas feitas por alguns de seus assessores no tempo em que atuava como deputado estadual no Rio de Janeiro.

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Bolsonaro afirmou que espera justiça e que não usem seu filho para atacar o governo.