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A partir de 25 de junho, ministro da Secretaria de Governo vai dar aval a nomeações para universidades com base na "conveniência administrativa"

Bolsonaro  e Santos Cruz
Isac Nóbrega/PR
Ministro da Secretaria de Governo da PresidÊncia, general Santos Cruz com o presidente Jair Bolsonaro

Um decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) e publicado no Diário Oficial da União nesta semana fortaleceu o ministro da Secretaria de Governo da Presidência, general Santos Cruz. O militar vinha sofrendo ataques nas últimas semanas, chegando a ter a permanência no cargo ameaçada , após entrar em rota de colisão com o ideólogo Olavo de Carvalho, tido como 'guru intelectual' do governo.

O decreto atribui ao general Santos Cruz o poder de "avaliar as indicações" de "dirigente máximo de instituição federal de ensino superior e para nomeação ou designação para desempenho ou exercício de cargo, função ou atividade no exterior".

Assim, caberá ao ministro da Secretaria de Governo avaliar a "conveniência e oportunidade administrativa" para a nomeação ou indicação dos reitores das universidades federais, embaixadores, secretários-executivos e ocupantes de cargos de confiança. O texto entra em vigência em 25 de junho.

O decreto foi publicado nessa quarta-feira (15) no Diário Oficial da União, assinado por Bolsonaro, pelo próprio Santos Cruz, e pelos ministros Onyx Lorenzoni (Casa Civil), general Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Wagner Rosário (Controladoria-Geral da União).

O general Santos Cruz  chegou a ter a demissão ventilada nessa semana, após dias de confrontos públicos com Olavo de Carvalho , que contou com apoio de Carlos Bolsonaro, segundo filho do presidente. As trocas de farpas levaram a um embate generalizado entre militares e 'olavistas' , mas cessaram momentaneamente com a inclusão do ministro da Secretaria de Governo na comitiva que acompanhou o presidente em viagem aos Estados Unidos e o subsequente anúncio de Olavo de que não voltaria a interferir nos assuntos do governo .