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Presidente minimizou conflitos envolvendo Olavo de Carvalho e o ministro Santos Cruz e evitou polemizar em relação a ataque do general Villas Bôas

Jair Bolsonaro
Isac Nóbrega/PR - 6.5.19
Presidente Jair Bolsonaro minimizou atritos entre militares e seguidores de Olavo de Carvalho

O presidente Jair Bolsonaro minimizou nesta segunda-feira (6) os atritos entre o ministro general Santos Cruz, da Secretaria de Governo, e o ideólogo Olavo de Carvalho. Após encontro com o ministro da Economia, Paulo Guedes, o presidente assegurou que não há divisões dentro do governo e que todos estão "no mesmo barco".

"Não existe grupo de militares nem grupo de olavos aqui. Tudo é um time só”, afirmou Bolsonaro . “O que eu tenho falado é que, de acordo com a origem do problema, a melhor resposta é ficar quieto. É essa orientação que eu tenho falado”, complementou.

O presidente também desconversou sobre eventual demissão do ministro Santos Cruzcom quem teve reunião na noite desse domingo (5) em decorrência do acirramento das tensões entre ele e Olavo. "Estive com ele ontem à noite e tivemos uma conversa normal como tenho com os outros ministros. Ninguém pediu demissão", disse Bolsonaro.

Na manhã desta segunda, o  ex-comandante do Exército Brasileiro general Eduardo Villas Bôas também atacou Olavo de Carvalho , rebatendo as recorrentes críticas que o filósofo faz à classe militar.

Bolsonaro evitou polemizar ao ser questionado sobre o assunto. "Não tenho nada a ver com general Villas Boas. Ele é uma pessoa que eu respeito. O nosso brasil está no caminho certo. Os ministros estão fazendo aquilo que foi determinado. Nós não podemos, por coisas menores, sacrificar 208 milhões de pessoas", declarou.

A rápida conversa do presidente com os jornalistas se deu horas após Bolsonaro desembarcar de volta a Brasília, após ter  participado pela manhã de evento em colégio militar no Rio de Janeiro. Do lado de fora da instituição de ensino, estudantes  fizeram protesto contra o corte de verbas de custeio para universidades federais, o que, também, foi minimizado pelo presidente.

"Não é contingenciamento.  É realocação de recursos para outras áreas", disse Bolsonaro .