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Vice-presidente da Casa não deve pautar esta semana projeto contrário ao governo, sob argumento de que Maia já articula uma solução com Lorenzoni

Rodrigo Maia
Aloisio Mauricio/Fotoarena/Agência O Globo
Viagem de Rodrigo Maia deve atrasar reação da Câmara ao decreto das armas

Com a viagem do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para os Estados Unidos, onde ficará até quarta-feira (15), a negociação para levar ao plenário um projeto que susta o decreto de armasassinado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), deve esfriar.

O substituto de Maia no comando da Casa, Marcos Pereira (PRB-SP), disse a aliados que não vai pautar iniciativa neste sentido durante a semana, já que Rodrigo Maia está articulando uma solução para o caso com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM).

Marcos Pereira, assim como deputados da oposição, líderes do centrão e evangélicos consideram que o texto contém trechos polêmicos e atropela a legislação vigente.  Estudos técnicos da Câmara e do Senado também abarcam esta visão.

Na Câmara, 15 projetos foram apresentados para sustar parcial ou integralmente o decreto de Bolsonaro. Um deles é do deputado Ricardo Izar (PP-SP), que já conversa com deputados evangélicos. Amanhã, Izar terá uma conversa com o deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ).

"Amanhã vamos ter uma reunião. Ainda temos que discutir se vamos alterar algo no meu projeto, mas estamos conversando", disse Ricardo Izar.

Na semana passada, Sóstenes disse ao GLOBO que estava conversando com parlamentares evangélicos para que o decreto seja derrubado pela Câmara, presidida por Maia . A preferência dos parlamentares é apoiar uma proposta que não seja de autoria de partidos de esquerda. Dos que estão em tramitação, apenas o projeto de Izar é de um parlamentar de centro, integrante do PP.