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Presidente afirmou ainda que o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, também pode ser alvo do mesmo tipo de denúncia

O presidente Jair Bolsonaro disse, neste domingo (12), que o filho Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) é vítima de uma acusação política e maldosa e que seu ministro Marcelo Álvaro Antônio (Turismo) também pode ser alvo do mesmo tipo de denúncia. 

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Bolsonaro
Divulgação
Flávio e Bolsonaro

Em entrevista à rádio Bandeirantes , Jair Bolsonaro foi questionado sobre a permanência de Marcelo Álvaro no governo. Ele é acusado de participar de um esquema de candidaturas laranjas nas últimas eleições, em Minas Gerais.

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"Quando o (Sérgio) Moro (Justiça) era juiz, perguntou: "Se uma investigação chegar a ministro, qual vai ser a sua linha de ação? Eu disse: "Vai para o pau". E o caso do Marcelo está indo para frente. Se tiver algo robusto, a gente toma providência. Agora, não pode pintar denúncias sem materialidade. Ou vou ter de mandar embora todo mundo", respondeu.

Ao completar o raciocínio, ele citou o filho. "Você pode ver. O PSL do Rio tem a acusação de três mulheres laranjas. Cada uma recebeu R$ 2,8 mil. Por que recebeu? Para pagar contador. E a imprensa nos acusa, porque meu filho era presidente do PSL, em cima disso. Agora, vai afastar meu filho do Senado por causa de R$ 2,8 mil para três mulheres? Uma acusação política, maldosa. Não é o mesmo que pode estar acontecendo com o Marcelo? Pode", disse.

Bolsonaro completou que o caso de Marcelo tem de ser investigado: "Mas tem de ter direito de legítima defesa. E Marcelo está fazendo bom trabalho no Turismo".

Segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo , publicada em fevereiro, dinheiro do fundo eleitoral entregue a candidatas do PSL no Rio de Janeiro beneficiou a empresa de uma ex-assessora de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e parentes de outra colaboradora do agora senador.

  • Turismo no Brasil
Marcelo Álvaro
Divulgação
Marcelo Álvaro

Antes de falar sobre a denúncia contra Marcelo, o atual presidente defendeu que áreas de reserva ecológica sejam revogadas para estimular o turismo.

"As pessoas falam em Cancún (no México), que é uma maravilha. Aqui no Brasil temos a Baía de Angra dos Reis, uma região maravilhosa. No meu entender, a única diferença é que a água não é tão cristalina quanto Cancún. Mas é cristalina também, com temperatura amena, não tem onda e tem centena de ilhas, muitas delas com praias maravilhosas", disse Bolsonaro.

Em seguida, ele reclama que "não pode desenvolver turismo lá". "Os xiitas ambientalistas demarcaram aquela área como estação ecológica de Tamoios, e não pode fazer mais nada lá".

 Segundo Bolsonaro, ele tem conversado com o ministro Ricardo Salles (Turismo) sobre "abrir aquela região para iniciativa privada fazer turismo lá".

"A primeira é revogar o decreto que demarcou a estação ecológica. Isso não tem problema nenhum. Na hora certa, tendo o sinal verde dos ministérios do Meio Ambiente e do Turismo, vamos fazer isso aí", disse.

Ele cita ainda que pode fazer o mesmo com a estação ecológica da Jureia, no litoral de São Paulo. Em Tamoios, Bolsonaro foi multado por pesca ilegal em 2012. O ato foi anulado posteriormente.

  • Mais Médicos
Jair Bolsonaro
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Jair Bolsonaro

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Ao falar sobre o ministro Luiz Henrique Mandetta (Saúde), Jair Bolsonaro disse que o governo trabalha para manter 2 mil médicos cubanos que ficaram no Brasil depois de Cuba abandonar o Mais Médicos. "A ideia é colocá-los um ou dois anos no Mais Médicos e, daqui a um ou dois anos, se não passarem no Revalida, cada um que se vire. Vá ter outra profissão".