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Ex-deputada da bancada evangélica foi demitida da secretaria de proteção à mulher por "nomeações de esquerda", mas não guarda mágoa

IstoÉ

Tia Eron
Facebook/Reprodução
Tia Eron acredita que Damares pode acertar ao colocar uma pessoa técnica no ministério


Tia Eron, ex-deputada do PRB-BA e membro da bancada evangélica, assumiu a Secretaria de Proteção da Mulher a convite de Damares Alves, ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Nesta semana, porém, ela foi demitida. Em entrevista ao jornal O Globo , Tia Eron afirmou que só a ministra pode explicar o motivo de sua saída.

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Sem citar a ministra, Tia Eron afirma que “faltam pessoas comprometidas” com a proteção da mulher na secretaria e defendeu Damares dizendo que ela é “capaz de acertar, se buscar sabedoria em fontes técnicas”.

“Quando o governo Bolsonaro assumiu, encontrou uma política quase inexistente voltada para as mulheres. Sei que é difícil para as pessoas ouvirem isso, porque viemos de um governo de esquerda , mas até isso fica como lição”, afirmou a ex-deputada.

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Questionada pelo jornal O Globo sobre a exoneração de seis funcionários de suas indicações, ela negou que foi por questões políticas. “Houve um equívoco na compreensão das pautas sociais que defendíamos sobre equidade, racismo, autonomia para mulheres e oportunidades iguais para todos”, declarou Tia Eron .