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"Aos militares, devo minha formação e admiração", diz o presidente, que pede que os desentendimentos cessem entre os dois grupos; entenda caso

Bolsonaro
Marivaldo Oliveira/Crédito 19/Agência O Globo
Jair Bolsonaro já havia falado que, em seu governo, não existem o grupos dos olavistas e o dos militares

O presidente da República, Jair Bolsonaro, voltou a se pronunciar sobre o entrave entre a ala militar do seu governo e o filósofo Olavo de Carvalho, considerado seu guru intelectual. Na manhã desta terça-feira (7), Bolsonaro saiu, mais uma vez, em defesa do escritor, e afirmou que segue admirando-o, apesar das críticas aos membros e oficiais reformados do Exército.

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“Sua obra em muito contribuiu para que eu chegasse ao governo”, escreveu o presidente em nota postada hoje no Twitter. Para Bolsonaro , sem os trabalhos do guru, “o PT teria retornado ao poder” e, por isso, ele afirma: “Continuo admirando o Olavo”, a quem chama de "ícone".

A respeito das críticas do filósofo aos generais que integram sua equipe, o presidente escreveu: “Quanto aos desentendimentos públicos com os militares, aos quais devo minha formação e admiração, espero que seja uma página virada por ambas as partes”, afirma.

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Ontem, o ex-comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas , que é visto hoje como um dos nomes mais respeitados nas Forças Armadas, quebrou o silêncio sobre as críticas de Olavo aos militares. No Twitter, Villas Bôas chamou o chamado guru do presidente Jair Bolsonaro de "Trótski de direita". Hoje, ele veio ao público com novas considerações sobre o filósofo, sobre quem disse que "presta um desserviço ao País". 

"Ele está prestando um enorme desserviço ao País . Em um momento em que precisamos de convergências, ele está estimulando as desavenças", disse Villas Bôas. "Às vezes, ele [Olavo de Carvalho] me dá a impressão de ser uma pessoa doente, que se arvora com mandato para querer tutelar o País", continuou o general. A declaração de Bolsonaro não citou Villas Bôas.