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Ministros devem ser indicados pelo Senado e pela Câmara; pastas serão recriadas com a divisão do Ministério de Desenvolvimento Regional

Bolsonaro, Maia e Alcolumbre
Marcos Brandão/Senado
Alcolumbre pleiteava a recriação do Ministério das Cidades e o desmembramento da pasta de Desenvolvimento Regional

A ideia de  desmembrar o Ministério do Desenvolvimento Regional em duas pastas, Integração Nacional e Cidades , partiu de uma negociação entre o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) e o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

O principal cotado para assumir o Ministério das Cidades é um aliado de Rodrigo Maia, o ex-ministro Alexandre Baldy, que ocupou o cargo durante o governo Michel Temer. Hoje, ele é secretário de Transportes do governo de São Paulo. O nome de Baldy não é consenso no PP, seu partido, já que é muito ligado a Maia e possui pouco trânsito com diferentes caciques da legenda.

Arthur Lira (AL), inclusive, líder do PP na Câmara, nega que tenha feito parte de qualquer acordo e ameaçou obstruir a votação do relatório da Medida Provisória que criou os ministérios para impor a retirada do Coaf do Ministério da Justiça, principal demanda dos partidos do centrão. Apesar de Baldy ser do PP, não é uma indicação da liderança.

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Já Davi Alcolumbre e Bezerra Coelho intercederam em conjunto pelo MDB, que deve indicar o ministro da Integração Nacional . Segundo interlocutores próximos, o presidente do Senado pleiteava há tempos a recriação do Ministério das Cidades e, consequentemente, o desmembramento da pasta de Desenvolvimento Regional.