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Pasta do Desenvolvimento Regional será desmembrada para o retorno dos ministérios das Cidades e da Integração Nacional, diz líder do governo

Presidente Jair Bolsonaro
Alan Santos/PR
Presidente Jair Bolsonaro deve recriar dois ministérios

O governo cedeu à pressão de parlamentares e vai aumentar o número deministérios do Executivo. O Ministério do Desenvolvimento Regional será desmembrado em duas pastas: Ministério das Cidades e Ministério da Integração Nacional. A informação foi confirmada pelo líder do governo no Senado e relator da Medida Provisória (MP) da reforma Administrativa, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), após uma reunião dele com o ministro da Economia, Paulo Guedes. 

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Segundo o senador, a decisão foi tomada em outra reunião com o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, na manhã desta terça-feira. A medida é para atender pedido de parlamentares.

De acordo com ele, os congressistas apresentaram emendas à MP que trata da estrutura do Executivo, pedindo a recriação de ministérios, como o da Segurança Pública, da Cultura e do Trabalho. No entanto, havia muitas propostas que pediam o desmembramento do Ministério do Desenvolvimento Regional em dois (Cidades e Integração Nacional). A pressão surtiu efeito e, segundo Bezerra , as alterações estarão presentes no relatório que será apresentado por ele.

Questionado se com as alterações a estrutura administrativa do governo passaria a ter 23 ministérios, o senador afirmou que não, porque após a aprovação da MP da reforma Administrativa na Câmara, a prioridade será conceder autonomia ao Banco Central, que perderia o status de ministério."Claro que vamos aprovar. O governo tem maioria para isso", disse, referindo-se à autonomia do BC.

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"Em reunião com o presidente da República e com o ministro Onyx ficou decidido que o Ministério do Desenvolvimento Regional vai ser desmembrado e vão ser recriados o Ministério das Cidades e o Ministério da Integração Nacional. Essa é a grande novidade que vai estar no relatório", finalizou o líder do governo.