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"Por que uns têm o direito de invadir e você que está lá dentro não pode se defender?", questionou Tereza Cristina durante entrevista coletiva

Tereza Cristina, ministra da Agricultura
Antonio Cruz/Agência Brasil
Ministra da Agricultura defendeu uso de armas para defesa em propriedades rurais

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina (DEM), afirmou nesta sexta-feira (3) que concorda com o presidente Jair Bolsonaro (PSL) sobre a possibilidade de o proprietário rural se defender com armas de fogo caso invadam sua propriedade.

"Concordo que você deva fazer a defesa legítima da propriedade. Por que uns têm o direito de invadir e você que está lá dentro não pode se defender? Eu acho que é uma coisa que eu não descartaria. Todos têm que ter o direito de ampla defesa. Os dois lados. Quem está dentro da propriedade que é invadida têm que se defender", afirmou a ministra da Agricultura .

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O presidente já anunciou que enviará à Câmara dos Deputados um projeto de lei que amplia para toda a propriedade rural o direito à posse de arma pelo proprietário. Caso a área seja invadida e a arma seja utilizada, esse proprietário responderia pelo ato, mas não seria punido.

Tereza Cristina também saiu em defesa da reforma da Previdência . Questionada sobre a possibilidade de os deputados não aceitarem as mudanças propostas pela equipe econômica na aposentadoria rural, ela justificou que as medidas são necessárias para combater fraudes.

"É mais para fazer um cadastro para evitar fraudes porque o setor rural é um dos segmentos que mais têm déficit na Previdência", disse.

As declarações da ministra foram dadas durante entrevista para divulgar a ida de uma comitiva formada por integrantes do governo, parlamentares e empresários à Ásia a partir da próxima segunda-feira (6). O objetivo é ampliar o acesso dos produtos brasileiros a esse mercado e buscar investimentos para o agronegócio brasileiro, sobretudo na logística de escoamento da produção.

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Durante os 16 dias de viagem, a delegação vai se reunir com autoridades e investidores estrangeiros em quatro países: Japão, China, Vietnã e Indonésia. A viagem à China é vista com grande expectativa pela ministra da Agricultura porque os chineses vêm enfrentando dificuldades para suprir a demanda interna de carne suína devido a uma epidemia de gripe suína africana. O Brasil, um dos maiores produtores da proteína do mundo, quer abocanhar uma parcela desse mercado que se abriu. Das 79 empresas nacionais que foram inspecionadas por amostragem e vão ser apresentadas aos chineses, três são produtoras de carne de porco.