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Com dificuldades para aprovar projeto que reduz número de companhias estaduais, governo tucano negocia uma lista menor de empresas que deverão ser fechadas, preservando a Dersa, responsável por obras diárias

Governador de São Paulo João Doria
Divulgação/Governo de São Paulo
Dersa segue nos planos de João Doria


Diante das dificuldades para avançar o projeto de lei que reduz o número deestatais , o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), negocia nova proposta com uma lista menor de companhias que serão fechadas, mantendo em funcionamento a Dersa , responsável por obras viárias e foco de investigação sobre desvios de verbas em governos tucanos no passado. 

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A nova versão do projeto de Doria , obtida pelo GLOBO, contém apenas três estatais na lista de fechamento: a Companhia Paulista de Obras e Serviços (CPOS), a Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano S.A. (Emplasa) e a Companhia de Desenvolvimento Agrícola (Codasp). No texto original, a Dersa estava na lista.

Além da extinção das quatro empresas, o projeto de lei original previa a fusão da Imprensa Oficial do Estado (Imesp) com a Companhia de Processamento de Dados (Prodesp). A fusão também foi retirada do novo texto.

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"Nós estamos usando nossa prerrogativa de deputados, que é aperfeiçoar o projeto que vem do governo. Ele não está pronto, isso é tudo especulação. Nós estamos construindo. O projeto veio muito seco", afirmou o líder do governo na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), Carlão Pignatari (PSDB).

O tucano minimizou a ausência da Dersa na nova proposta em negociação. Segundo ele, a empresa poderá ser extinta no futuro.

Sem detalhes

A Dersa ficou conhecida depois da prisão de seu ex-diretor de engenharia Paulo Vieira de Souza. Paulo Preto, como é conhecido, é apontado como o operador financeiro do PSDB e foi preso na 60ª fase da Lava Jato .

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A retirada da Dersa da lista de empresas que serão extintas continua não agradando ao PSL, maior bancada da Alesp. Apesar de defender uma agenda mais liberal, o deputado Gil Diniz, líder da sigla na Casa, defende que a extinção das empresas precisa ser tratada em projetos separados. A falta de detalhamento do texto também desperta críticas entre os deputados.

Partidos de oposição são contrários ao projeto. Segundo a deputada Isa Penna (PSOL) não faz sentido o governo de Doria fechar a Emplasa, que cumpre função estratégica no estado, e manter a Dersa, classificada pela parlamentar como um "polo de corrupção" do PSDB.