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Presidente se solidarizou nas redes sociais com venezuelanos que estão nas ruas e disse estar ao lado de Guaidó, além de atacar PT e PSOL

Jair Bolsonaro
Marcos Corrêa/PR
Bolsonaro declarou apoio a povo venezuelano 'escravizado por Maduro'

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) se solidarizou nesta terça-feira (30) com o povo venezuelano e declarou apoio a "liberdade da nação". Chamando o presidente Nicolás Maduro de "ditador", Bolsonaro disse que o Brasil acompanha "com bastante atenção a situação na Venezuela e reafirma o seu apoio à transição democrática que se processa no país vizinho".

"O Brasil está ao lado do povo da Venezuela, do presidente Juan Guaidó e da liberdade dos venezuelanos. O Brasil se solidariza com o sofrido povo venezuelano escravizado por um ditador apoiado pelo PT, PSOL e alinhados ideológicos. Apoiamos a liberdade desta nação irmã para que finalmente vivam uma verdadeira democracia", publicou  Bolsonaro no Twitter.

O líder opositor Juan Guaidó — que em janeiro se proclamou presidente interino com o apoio da Assembleia Nacional de maioria opositora — publicou no início da manhã desta terça-feira em suas redes sociais um vídeo, gravado próximo à base militar de La Carlota, no bairro de Altamira, em Caracas, no qual  dizia ter apoio de militares e anunciava "o fim definitivo da usurpação" do poder de Maduro.

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) informou que foi convocada uma reunião de emergência para o início da tarde para tratar dos últimos acontecimentos na Venezuela.

No vídeo postado às 5h47 locais (6h47 no Brasil), Guaidó aparece cercado de militares, afirma que "hoje valentes soldados acudiram a nosso chamado" e conclama a população a ir às ruas.

"Povo da Venezuela , começou o fim da usurpação. Neste momento, me encontro com as principais unidades militares da nossa Força Armada, dando início à fase final da Operação Liberdade", escreveu o líder opositor em sua conta no Twitter.

Leia também: Maduro nega ter perdido apoio das Forças Armadas

Horas depois, por volta de 10h30 locais (11h30 em Brasília), Guaidó foi até a praça Altamira, a poucas quadras da base de La Carlota, e, falando em um megafone do alto de uma caminhonete, dirigiu-se à população.

Até o início da tarde, não estava claro o tamanho da adesão dos militares e da população ao movimento opositor. Em postagem no Twitter, a analista militar venezuelana Rocío San Miguel afirmou que "se desconhece o alcance que poderia ter na Força Armada o apoio a Guaidó e a Maduro. Não há sinais de fraturas em unidades com poder de fogo".

Em entrevista ao GLOBO , Carlos Romero, da Universidade Central da Venezuela, disse que Maduro mantinha o controle da situação. Mais cedo, o deputado Eduardo Bolsonaro visitou a fronteira da Venezuela e disse que espera "boas notícias".