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Indicação de Antonio Patriota foi publicada no Diário Oficial da União e passará por análise do Senado; ex-ministro caiu após crise por fuga de Molina

ex-ministro Antonio Patriota
Agência Brasil
Antonio Patriota entregou cargo de ministro das Relações Exteriores após crise com senador boliviano

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) indicou o nome de Antonio Patriota, que foi  ministro das Relações Exteriores no governo Dilma Rousseff (PT), para atuar como embaixador do Brasil junto ao Egito e, cumulativamente, junto ao Estado da Eritreia.

A indicação de Antonio Patriota para o cargo foi publicada na edição desta terça-feira (23) do Diário Oficial da União e ainda passará por análise no Senado.

Patriota foi chanceler de Dilma no período entre 2011 e 2013, quando pediu demissão à então presidente por conta do  conturbado episódio da fuga do senador boliviano Roger Pinto Molina para o Brasil.

Opositor do governo de Evo Morales, Molina passou 15 meses abrigado na embaixada brasileira em La Paz e foi trazido ao Brasil em agosto de 2013 sem a autorização do governo boliviano. A fuga, realizada em comitiva de dois carros, foi auxiliada pelo diplomata Eduardo Sabóia, que era subordinado a Patriota.

O ex-ministro hoje atua como embaixador em Roma, mas também já atuou em embaixadas na Venezuela e na China, e também serviu na Delegação Permanente do Brasil em Genebra (Suíça).

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Além da indicação de Antonio Patriota , Bolsonaro também publicou despacho nomeando Olyntho Vieira para a função de embaixador do Brasil no Paquistão e, cumulativamente, no Afeganistão e no Tajiquistão.