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Carlos Sampaio vê urgência na votação, mas pouco esforço do governo em fazer o texto chegar a todos os deputados; tucano é defensor da reforma

Carlos Sampaio abraça Jair Bolsonaro em Brasília
Rafael Carvalho/Governo de Transição
Carlos Sampaio pede mais esforço do governo na articulação com deputados


Com as dificuldades do governo para acelerar a votação da proposta de reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, o líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Carlos Sampaio (SP), afirmou que o governo precisa melhorar a articulação política.

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Após se reunir com o ministro da Economia, Paulo Guedes, com outros parlamentares tucanos, Carlos Sampaio afirmou que o apoio dos partidos à proposta se dá pela articulação interna entre as siglas que apoiam o projeto, porque “acreditam, conceitualmente, na importância da reforma”. 

"Sem dúvida, a falta de articulação política é um dos grande problemas que o governo enfrenta. Há dificuldades dentro do seu próprio partido para constituir uma base de apoio. Então, hoje os partidos estão fazendo esse apoio à reforma da Previdência, obviamente com os ajustes necessários, porque acreditam, conceitualmente, na importância dela", disse Sampaio. 

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O tucano destacou que “o tema é urgente para o Brasil” e que espera que a admissibilidade da proposta na CCJ ocorra até quarta-feira (17). Segundo ele, quanto antes for instalada a Comissão Especial que deve analisar o mérito da PEC na Câmara, melhor será para o plano do governo de economizar com a mudança nas regras de concessão das aposentadorias.

Apesar de criticar o Executivo, Sampaio reiterou que o PSDB quer colaborar, embora seja “autônomo, independente e não integre a base do governo”. De acordo com o parlamentar, a reunião com o ministro serviu para mostrar o sentimento da legenda favorável à reforma, mas também para “colocar assuntos que afligem o partido”.

O PSDB pediu a Paulo Guedes que apresente dados econômicos sobre  impactos que serão gerados em cada um dos itens do texto da Previdência , para que o partido possa saber quais sugestões de aprimoramento pode fazer.

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"São questões ligadas à transição, ao envolvimento dos estados e municípios, à questão da aposentadoria rural, do BPC, da aposentadoria por invalidez, a pensão por morte, todos temas caros à sociedade brasileira. É muito importante que tenhamos os dados econômicos para que a gente possa, de fato, ao final, apresentar ao Brasil uma reforma que seja economicamente adequada e socialmente justa", completou.

Segundo Carlos Sampaio , o ministro prometeu apresentar todos os dados na primeira audiência pública da Comissão Especial da Câmara.

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