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Presidente da Câmara dos Deputados afirmou que "o governo ainda não tem uma base organizada", mas mostrou boa vontade para aprovar a reforma

Rodrigo Maia
Marcelo Camargo/ Agência Brasil
Rodrigo Maia propõe "corujão" para aprovar Previdência na CCJ da Cãmara

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), criticou nesta terça-feira (16) o acordo feito por líderes de partidos para a tramitação da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.

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Maia disse que não era "razoável" dar a palavra a mais de 100 deputados para discutir apenas a constitucionalidade da proposta da equipe econômica. Na segunda-feira, a oposição e o centrão conseguiram inverter a pauta de votação para aprovar a PEC do Orçamento Impositivo. Já o debate para a reforma da aposentadoria começou a ser feito apenas  às 10h desta terça-feira.

O parlamentar ainda afirmou que vai conversar com líderes e sugerir que a discussão possa entrar pela madrugada. Para ele, se isso ocorrer,  seria possível votar o parecer do deputado Marcelo Freitas (PSL-MG) sobre a reforma ainda nesta quarta-feira (12).

"Não faz sentido na Comissão de Constituição e Justiça, para a admissibilidade, ter mais de 100 inscritos. Isso não é razoável. Se o limite (mínimo) são dez para (apresentar) o requerimento de encerramento (de discussão), acho que o acordo seria que 30 ou 40 pudessem falar. Então, um acordo para todos falarem é um acordo que inviabiliza qualquer procedimento daqueles que querem colaborar. Mas eu vou começar a me reunir com os líderes agora. E minha opinião é que a CCJ deveria funcionar a madrugada inteira", sugeriu Maia.

"Não atrasa. Nós vamos cumprir o calendário. Pode aprovar a amanhã ou na próxima segunda. O ideal é que a gente aprove amanhã", prometeu o democrata.

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Rodrigo Maia ressaltou que não pretende interferir na comissão, mas afirmou que é importante que os líderes e todos os demais deputados entendam a importância da aprovação da reforma da Previdência. Ele ainda voltou a alfinetar o governo Jair Bolsonaro , ao dizer que a gestão "não tem base organizada" para aprovar a reforma.

“Entendo as dificuldades do presidente da CCJ, o governo ainda não tem uma base organizada, mas precisamos todos independentemente de estarmos ou não na base, precisamos ter responsabilidade e a compreensão que essa reforma atende a todos os brasileiros. Garante a aposentadoria de todos os brasileiros e atende ao ajuste fiscal de todos os estados brasileiros, inclusive dos partidos de esquerda: do PSB, do PT, do PDT que governam os estados do Nordeste. Todos eles vão ter benefícios com a aprovação da reforma”, finalizou Maia.

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