Tamanho do texto

"Minha posição sempre será favorável à liberdade de expressão", disse Bolsonaro no Twitter; ele não se referiu a nada explicitamente, mas publicou a mensagem no contexto de uma série de ações do STF acusadas de censura

Jair Bolsonaro
Alan Santos/PR
Bolsonaro não se referiu explicitamente às polêmicas envolvendo o STF, mas recebeu apoio de admiradores

O presidente Jair Bolsonaro disse em seu perfil no Twitter, na tarde desta terça-feira (16), que “sempre será favorável à liberdade de expressão”. Ele também garantiu que acredita nas instituições e na Constituição.

“Acredito no Brasil e em suas instituições e respeito a autonomia dos poderes, como escrito em nossa Constituição. São princípios indispensáveis para uma democracia”, disse Jair Bolsonaro . O presidente então se posicionou: “Dito isso, minha posição sempre será favorável à liberdade de expressão, direito legítimo e inviolável.”

Leia também: Rede e senador entram com recurso contra ordem de retirada de matéria de revista

Apesar de não ter mencionado explicitamente a situação, a declaração de Bolsonaro acontece enquanto ações do Supremo Tribunal Federal ( STF ) vem sendo criticadas por suposta censura.

Na segunda-feira (15), o ministro do STF Alexandre de Moraes ordenou que a revista Crusoé e o site O Antagonista retirassem do ar uma matéria sobre um esquema de propina da Oderbrecht na qual o presidente do Supremo, Dias Toffoli , é citado como um dos envolvidos.

Já na manhã de hoje, Moraes autorizou ações de busca e apreensão relacionados ao inquérito que investiga suspeitas de injúria e difamação contra ministros do STF. Entre os investigados está o general da reserva Paulo Chagas , que foi candidato ao governo do Distrito Federal pelo PSL.

O ministro também determinou o  bloqueio dos perfis nas redes sociais dos suspeitos. Além do general Paulo Chagas, Omar Rocha Fagundes, Isabella Sanches de Sousa Trevisani, Carlos Antonio dos Santos, Erminio Aparecido Nadini, Gustavo de Carvalho e Silva e Sergio Barbosa de Barros também não poderão acessar o WhatsApp, o Facebook, o Twitter e o Instagram por conta da decisão.

Esse inquérito foi instaurado por ordem do presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli. Na ocasião, ele informou que Alexandre de Moraes iria conduzir as investigações, que foram alvo de críticas de procuradores da República que atuam na Operação Lava Jato, juristas e até integrantes do próprio STF.

Leia também: "Pigmeu, "fantoches", "petista"...o que o general Paulo Chagas falou sobre o STF

Jair Bolsonaro , que é conhecido pelas constantes críticas à imprensa e tem o hábito de usar a expressão “fake news” ao se referir a algumas reportagens jornalísticas, foi apoiado por admiradores após a publicação.