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Para o pernambucano, partidos precisam superar discordâncias; Tadeu Alencar criticou ministros de Bolsonaro e disse que "não sabem o que fazer"

Tadeu Alencar
Reprodução/Wikipedia
Tadeu Alencar, líder do PSB

Para o líder do PSB na Câmara dos Deputados, Tadeu Alencar (PE), a marca de 100 dias de governo também serve para que a a oposição reflita sobre o que fez até agora. Há espaço para atuar de forma propositiva na discussão sobre reforma da Previdência, afirmou.

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"A oposição precisa rapidamente superar as questões partidárias e interpartidárias. Para qualificar a crítica ao governo, tem que ter um grau de aprofundamento maior. Esses 100 dias valem para a gente. Não estamos dispensados de apresentar caminhos, e não podemos nos conformar com uma atitude reativa. A oposição não acha que está no nível de excelência", afirmou o líder do PSB.

Ele cita dois projetos de lei apresentados pelo partido na semana passada, propondo a tributação de lucros e dividendos e grandes fortunas. Tadeu Alencar acredita que haja espaço para essa discussão nas negociações em torno da reforma tributária, apoiada por Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da casa.

"Os impostos pagos no Brasil hoje são muito regressivos (recaem sobre os mais pobres). O espaço para a discussão sobre progressidade é esse, e o PSB vai participar desse debate", ressaltou.

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Para o pessebista, as duas características mais marcantes do governo são a "inapetência ao diálogo" e a "incompetência na articulação política". Ele cita, porém, a desburocratização pregada pelo presidente Jair Bolsonaro como um aspecto positivo. 

"Nesses 100 dias, o governo adotou diversas posturas que, longe de gerar um distensionamento, apostaram em aumentar o nível de radicalidade. Fora a sensação de que a equipe é uma tripulação em um mar revolto que não sabe o que fazer, com tanta confusão e, no caso do Ministério da Educação, incompetência", defendeu. 

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Ele critica o que chama de "invasão" da família do presidente Jair Bolsonaro no espaço público, em momentos como meados de março, quando o filho dele, o vereador do Rio Carlos Bolsonaro (PSL), despachou pedidos do pai em Brasília. "O Brasil não tem histórico, na democracia, de uma ingerência tão grande da família do governante. Se tirar o 02 (Carlos), parece que o corpo fica sem oxigênio", afirmou o líder do PSB

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