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Laudo foi anexado a inquérito aberto no STF para investigar repasses da Odebrecht aos dois; deputado federal e vereador negaram as acusações

Rodrigo Maia
Marcelo Camargo/ Agência Brasil
Rodrigo Maia e Cesar Maia negaram as acusações

Uma perícia da Polícia Federal nos sistemas da Odebrecht registraram repasses de R$ 1.458.100 para codinomes que delatores da empresa dizem corresponder ao presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), e seu pai, o vereador do Rio de Janeiro Cesar Maia (DEM). Os apelidos que constam nos arquivos da empreiteira são Botafogo e Inca, que seriam de Rodrigo, e Déspota, que seria de Cesar. 

O relatório da PF foi anexado ao inquérito aberto em 2017 no Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar se os dois receberam recursos em 2008 e 2010 por meio de caixa dois. Na época, Rodrigo e Cesar Maia negaram as acusações.

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Tanto a PF quanto a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediram ao STF mais prazo para continuar as investigações. Ainda falta colher alguns depoimentos e receber das operadoras de telefonia informações cadastrais de alguns números atribuídos aos investigados.

A delação da Odebrecht rendeu ainda um segundo inquérito contra o presidente da Câmara. Nesse caso, ele, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), os ex-senadores Romero Jucá (MDB-RR) e Eunício Oliveira (MDB-CE) e o ex-deputado Lúcio Vieira Lima (MDB-BA) são acusados  dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

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Neste segundo inquérito, os cinco são acusados de receber pagamentos pela aprovação de medidas provisórias (MPs) que beneficiariam a Odebrecht. Jucá e Renan teriam recebido R$ 4 milhões. Outros R$ 2 milhões teriam ido para Eunício. Maia e Lúcio Vieira Lima são apontados como beneficiários de pagamentos de R$ 100 mil cada. Os políticos negam as acusações.