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Em uma palestra nos Estados Unidos, vice-presidente afirmou que o ex-deputado deveria ter "acreditado na nossa lei" e lamentou sua saída do País

vice-presidente Hamilton Mourão
Reprodução/Planalto
Nos Estados Unidos, Mourão lamentou a saída de Jean Wyllys do País

Durante uma palestra organizada no Brazil Institute, nos Estados Unidos, o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou, nesta quarta-feira (9), que o ex-deputado federal Jean Wyllys (Psol-RJ) deveria ter ficado no Brasil e que a polícia e o governo poderiam protegê-lo. 

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“No caso especifico de Wyllys, particularmente acho que ele deveria ter continuado no País e acreditado na nossa lei, na nossa política e na nossa polícia, poderíamos protegê-lo. Acho que ele deveria ter ficado. É muito triste quando coisas assim acontecem”, declarou Mourão .

Jean Wyllys abriu mão do mandato e deixou o Brasil no final de janeiro. O ex-deputado afirma que recebeu diversas mensagens com ameaças de morte e estava temendo por sua segurança e integridade física. “Preservar a vida ameaçada é também uma estratégia da luta por dias melhores”, escreveu nas redes sociais.

Na época, Wyllys denunciou e relatou ao ministro da Justiça , Sérgio Moro, que sofreu novas ameaças mesmo depois da renúncia, mas ninguém foi detido. O Ministério, por sua vez, afirma que foram instaurados "diversos inquéritos" e nega que tenha havido omissão no caso. Hoje, o parlamentar vive na Europa, onde dá palestras sobre a situação do Brasil em universidades e instituições. 

Questionado sobre o caso, em sua viagem aos EUA, o vice-presidente afirmou que Bolsonaro "não tem problemas com minorias" e que "não há política do governo para perseguir quem quer que seja". “Nosso governo não tem política para perseguir minorias, esse não é o jeito que nos comportamos. Todo mundo que é brasileiro deve continuar no Brasil e deve estar livre de medo”, completou o general. 

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Este foi o último evento público da agenda de Mourão em Washington. Na terça-feira, ele também se encontrou com o vice-presidente do país, Mike Pence, e se reuniu com parlamentares e empresários americanos.

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